STATUS E DISCUSSÃO DA REGULAMENTAÇÃO DE EFICIÊNCIA
EM EDIFICAÇÕES BRASILEIRA
Rejane Magiag Loura¹, Eleonora Sad de Assis², Roberta Vieira Gonçalves de Souza²,
Ana Carolina de Oliveira Veloso², Carla Patrícia Santos Soares²
¹Departamento de Engenharia Nuclear, UFMG.
²Departamento de Tecnologia da Arquitetura e Urbanismo, UFMG.
Abstract: This article presents the current status of the Regulation for Voluntary
Labeling of Energy Efficiency of Commercial Service, and Public Buildings. It discusses
the criteria for the evaluation of buildings energy performance and procedures for
applying the regulation. This article is based on the experience of the Energy Efficiency
in Buildings Research Group of UFMG with the regulations . It also aims to emphasize
the importance of the energy consumption in buildings issue.
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Keywords: Regulation, energy efficiency in buildings
Resumo: Este artigo apresenta o status atual do Regulamento Técnico da Qualidade para
Etiquetagem Voluntária de Eficiência Energética de Edificações Comerciais, de Serviços
e Públicas. Discute os critérios adotados para avaliar o desempenho energético assim
como os procedimentos necessários para aplicação da Regulamentação. Este artigo
baseia-se na experiência e conhecimento do Grupo de Estudos em Eficiência Energética
em Edificações da UFMG com a Regulamentação e visa à difusão da importância da
questão do consumo de energia em edificações.
Palavras Chaves: Regulamentação, eficiência energética em edificações
1 INTRODUÇÃO
O setor de energia elétrica brasileiro possui um dos
maiores parques hidrelétricos do mundo, respondendo
por quase 90% do total de sua energia elétrica gerada.
Essa característica é consequência da bacia hidrográfica
brasileira que possui grande potencial de geração de
energia elétrica e também de decisões políticas tomadas
na década de 1950. Até meados dos anos de 1990, esse
sistema foi capaz de atender sastifatoriamente as
demandas do Brasil. Entretanto a ausência de
planejamento energético, relacionado a questões
político-econômicas, e a mudança dos regimes de
chuvas levaram o sistema hidrelétrico a dar sinais de
esgotamento. Esse processo culminou em 2001, quando
o país foi submetido a um racionamento de energia
elétrica. O racionamento foi um divisor de águas no
setor elétrico brasileiro, pois provocou uma
reformulação das regras que orientam o setor com o
objetivo de atrair investimentos de longo prazo e
eliminar o risco de novos racionamentos.
Este evento ocorrido em 2001, levou o governo
brasileiro a se preocupar também com questões
relacionadas ao uso racional da energia elétrica. Por
meio da Lei n° 10.295, de 17 de outubro e do Decreto
nº. 4.059, de 19 de dezembro foi instituido e
regulamentado o Comitê Gestor de Indicadores e Níveis
de Eficiência Energética – CGIEE. Essa legislação
apresenta, pela primeira vez no Brasil, a preocupação
governamental com o consumo de energia elétrica nas
edificações. De acordo com o texto do decreto, compete
ao CGIEE adotar procedimentos para avaliação de
eficiência energética nas edificações e estabelecer
indicadores técnicos referenciais de consumo de energia
nas edificações. Para desenvolver esses estudos criou-se
no PROCEL a vertente de trata especificamente das
edificações, o PROCEL-EDIFICA. Entre suas
principais ações está o convênio assinado com 15
laboratórios de conforto ambiental e eficiência
energética de universidades brasileiras como o objetivo
de melhorar a infra-estrutura dos mesmos e o convênio
de cooperação técnico-financeira com a Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC) para o