ARTIGO ARTCILE 45 1 Laboratório de Informações em Saúde, Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (ICICT/Fiocruz). Av. Brasil 4365, Manguinhos. 21045-360 Rio de Janeiro RJ. roberta@ensp.fiocruz.br A experiência de mapeamento participativo para a construção de uma alternativa cartográfica para a ESF The experiment of participatory mapping in order to construct a cartographical alternative to the FHS Resumo Os mapas e os procedimentos de mapea- mento são ferramentas úteis para sistematização, interpretação e comunicação de resultados para a gestão e avaliação. Aplicados à Estratégia de Saúde da Família (ESF), estes mapas permitiriam a apro- priação do território e o estabelecimento de vín- culos entre este território, sua população e os ser- viços de saúde. Neste trabalho é estudada a utiliza- ção de mapas pela ESF em 17 municípios das regi- ões norte e nordeste do Brasil e é descrito o proces- so de delimitação e digitalização das áreas de atu- ação, com a participação das equipes. O levanta- mento realizado por questionários e a discussão em oficinas demonstraram que ainda persistem dificuldades de compatibilização de mapas (cro- quis) produzidos no nível local com mapas produ- zidos por outros setores de governo. Os mapas usa- dos no nível local empregam, em geral, sintaxes próprias, o que impede a troca de informações com outros documentos cartográficos e sua plena utili- zação como instrumento de avaliação e gestão. A combinação de instrumentos de mapeamento par- ticipativo, associados às aplicações de Sistemas de Informações Geográficas (SIG), proposta neste tra- balho, representa uma alternativa para o mapea- mento do território de atuação das equipes da ESF, bem como a reflexão sobre o conceito de território e sua operacionalização pela ESF. Palavras-chave Mapeamento participativo, Car- tografia, Estratégia de Saúde da Família Abstract Maps and mapping procedures are use- ful tools for systematic interpretation and evalu- ation and for reporting of results to management. Applied to the Family Health Strategy (FHS), these maps permit the demarcation of the territory and the establishment of links between the territory, its population and health services. In this paper the use of maps by the FHS in 17 municipalities in northern and northeastern Brazil is studied and the process of demarcation and digitization of areas with the participation of teams is de- scribed. The survey conducted using question- naires and discussion workshops showed that dif- ficulties still prevail in reconciling the map (draw- ing) produced at the local level with maps pro- duced by other government sectors. In general, the maps used at local level employ their own ref- erences, which prevent the interplay of informa- tion with other cartographic documents and their full use as a tool for evaluation and management. The combination of participatory mapping tools, associated with Geographic Information Systems (GIS) applications proposed in this paper, repre- sents an alternative to mapping the territory of operations of FHS teams, as well as a reflection on the concept of territory and operation by the FHS. Key words Participatory mapping, Cartogra- phy, Family Health Strategy Roberta Argento Goldstein 1 Christovam Barcellos 1 Monica de Avelar Figueiredo Mafra Magalhães 1 Renata Gracie 1 Francisco Viacava 1