O que há de novo nas novas psicopatologias? Ana Carolina do Rosário Correia Charles Elias Lang No que concerne às formas de sofrimento psíquico no tempo presente, termos semelhantes relacionam-se ao mal-estar. Comum a todos os aqui tratados, está a ideia do novo, exemplificada por expressões como: novos modos de subjetividade, novas formas de subjetivação ou novas psicopatologias. Parte-se de um paradigma de conceitos que se complementam, composto por autores como Heidegger, Weber, Dumont, Lasch e Debord. Integram assim uma visão de mundo atravessada pela morte de Deus, pelo desencantamento, pela racionalização oriunda do discurso científico e pelo individualismo. O objetivo desta apresentação é tecer um comentário preliminar a respeito da leitura destas expressões, tal como surgem do encontro entre os presentes leitores/escritores e a obra Mal-estar na atualidade, de Joel Birman; constitui-se como os primeiros apontamentos durante a construção de um projeto de dissertação, a ser desenvolvido junto ao programa de pós-graduação em psicologia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Espera-se compreender que mecanismos textuais direcionam a intenção do leitor a essas nomenclaturas; como são construídas, bem como o que de fato lhes confere este estatuto de inovação. Utiliza-se, para tanto, uma leitura próxima, atenta e desconstrutiva (Figueiredo, 1999). Seu intuito é trabalhar o intervalo entre “as intenções do autor e seus produtos não intencionais”; a s tensões em meio ao próprio texto: buscar aquilo que possa ter sido deixado em segundo plano durante uma primeira leitura clássica. Jacques Derrida (1930-2004), célebre filósofo franco-argelino, de origem judaica secular, elabora o conceito de desconstrução - mencionado pela primeira vez na introdução escrita para Origem da Geometria de Husserl e melhor explanado na famosa obra Gramatologia, de 1967. Além disto, a contribuição de Derrida para o pensamento