CRISTALIZAÇÃO TÉRMICA DA LIGA AMORFA Ni 61 Nb 35,5 B 3 Si 0,5 L. C. R. Aliaga, E. D. M. Alvares, C. S. Kiminami, W. J. Botta, C. Bolfarini. Departamento de Engenharia de Materiais, Universidade Federal de São Carlos, Rod. Washington Luiz Km 235, São Carlos – SP. aliaga@ufscar.br As energias de ativação para a cristalização em processos isócronos e isotérmicos para a liga amorfa Ni 61 Nb 35,5 B 3 Si 0,5 foram avaliadas por calorimetria diferencial de varredura e determinadas usando as abordagens de Kissinger e Johnson-Mehl-Avrami (JMA). Os valores do expoente de Avrami também são determinados a partir dos dados isotérmicos. Assumindo que o crescimento é controlado por difusão, mostra-se que o tratamento térmico das amostras na região do líquido super-resfriado influencia consideravelmente o comportamento da taxa de nucleação, durante o processo de cristalização. Investigações microestruturais indicam que o tratamento térmico conduz à precipitação de finos nanocristais de Ni 3 Nb na matriz amorfa. Os valores para as energias de ativação determinadas tanto pela abordagem de Kissinger como por JMA são relativamente próximas 699 e 750 kJ.mol -1 com erro menor ao 3%. Esta discrepância é explicada com base nos pressupostos fundamentais feitos nos modelos. Palavras chave: Materiais vítreos, ligas amorfas a base de Níquel, cinética de cristalização, cristalização térmica. INTRODUÇÃO Vidros metálicos são materiais sólidos que apresentam estrutura desordenada e apresentam propriedades físicas e mecânicas geralmente superiores aos materiais tradicionais com estrutura cristalina [1]. Termodinamicamente estes materiais são metaestáveis e quando submetidos a solicitações térmicas ou mecânicas tendem a sofrer transformações de fases formando materiais com fases mais estáveis as quais modificam as propriedades do produto final [2]. A estabilidade térmica dos vidros metálicos é um fator importante relacionado à cristalização e depende das condições de processamento, da composição química e da história térmica posterior [3, 4]. Tratamentos térmicos podem conduzir a mudanças na estrutura amorfa através