307 Exploração aurífera antiga no rio Ponsul (Castelo Branco): novos dados Ancient gold mining at the Ponsul River (Castelo Branco): new data Francisco Henriques (fjrhenriq@gmail.com) Associação de Estudos do Alto Tejo (AEAT) João Carlos Caninas (emerita.portugal@gmail.com) AEAT. CHAIA- Universidade de Évora Carlos Neto de Carvalho (carlos.praedichnia@gmail.com) Geopark Naturtejo da Meseta Meridional – Geoparque Mundial da UNESCO. Serviço de Geologia do Município de Idanha-a-Nova. AEAT Mário Chambino (mario.chambino@gmail.com) AEAT Resumo: Em 2010, no VI Simpósio Sobre a Mi- neração e Metalurgia Históricas no Sudoeste Europeu, realizado em Vila Velha de Ródão, foi apresentada uma comunicação com o título Mineração aurífera antiga, a céu aberto, no centro e sul do distrito de Castelo Bran- co, da responsabilidade de Francisco Henriques, Carlos Batata, Mário Chambino, João Carlos Caninas e Pedro Proença Cunha. Esta intervenção sumariou as várias áreas de extracção de ouro a céu aberto - vulgarmente e insuicientemente nomeadas como conheiras -, atribu- íveis à romanização, existentes ao longo dos principais cursos de água que atravessam este território. Naquele trabalho, e ao contrário do panorama iden- tiicado noutros rios (Erges, Aravil, Ocreza e Tejo), o Ponsul apresentava uma única área, designada por Pon- te do Ponsul. Para colmatar esta ausência executou-se, posteriormente, trabalho de prospecção ao longo das margens daquele rio. Foram percorridos mais de 19km de terraço luvial, ao longo da margem direita, entre a ponte da Munheca e a barroca da Castanheira. Neste troço do rio podemos airmar que a mancha de exploração mineira é pratica- mente ininterrupta variando a largura da faixa explora- da entre 100m e 1500m. Em articulação com a actividade extractiva, iden- tiicou-se uma barragem de aterro e observaram-se níveis anormais de assoreamento do rio e de alguns dos seus aluentes. Admite-se, de igual modo, que os sítios arqueológicos, romanos, da Granja (Ladoeiro) e da Senhora de Mércoles (Castelo Branco) estejam associadas a esta área mineira, e um deles pode ter sido centro administrativo. Palavras-chave: Mineração aurífera; Época ro- mana; Terraços luviais; Rio Ponsul; Castelo Branco. Abstract: At the VI Simpósio Sobre a Mineração e Metalurgia Históricas no Sudoeste Europeu, held in Vila Velha de Ródão in 2010, an oral talk entitled An- cient gold, open cast mining at the center and south- ern regions of the District of Castelo Branco, was au- thored by Francisco Henriques, Carlos Batata, Mário Chambino, João Carlos Caninas and Pedro P. Cunha. This presentation made an overview on the latest knowledge about the open cast gold mines – usually and seldomly named as conheiras -, attributed to the Roman period, and located in genetic relation to the main rivers and tributaries that cross the territory. In that work, and somehow contradicting the ex- amples of other rivers (Erges, Aravil, Ocreza and Tejo), for the Ponsul river was pointed out a single area called Ponte do Ponsul. Ulteriorly, to fulil the lack of information was made speciic ieldwork along its river margins.