DOI: 10.4025/cienccuidsaude.v10i1.8112 Cienc Cuid Saude 2011 Jan/Mar; 10(1):013-018 _______________ * Enfermeira graduada pela Faculdade de Medicina de Botucatu - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP). E-mail: nomoboni@yahoo.com.br ** Enfermeira graduada pela UNESP. E-mail: livisb@bol.com.br *** Enfermeira. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (UNESP). Profa. Ass. do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP- Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (UNESP). E-mail: bsrpaiva@fmb.unesp.br **** Enfermeira. Doutora. Profa. do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP. E-mail: cjuliani@fmb.unesp.br ***** Enfermeira. Doutora. Professora do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP. E-mail: wilza@fmb.unesp.br ARTIGOS ORIGINAIS ESTUDO COM FAMILIARES DE PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA: ABORDANDO CONHECIMENTO SOBRE FATORES DE RISCO Nicole Aparecida Omobini* Lívia Silva Bosquetti** Bianca Sakamoto Ribeiro Paiva*** Carmen Maria Casquel Monti Juliani**** Wilza Carla Spiri***** RESUMO O câncer de mama (CM) é a malignidade mais comum em mulheres no mundo, com um milhão de casos novos a cada ano. O objetivo deste estudo foi identificar o conhecimento das familiares quanto aos fatores de risco (FR) para o CM. O presente estudo é quantitativo-descritivo e foi realizado na seção técnica de quimioterapia de um hospital de ensino do Interior de São Paulo, nos meses de setembro a outubro de 2006. Foram incluídos apenas familiares do sexo feminino (30), pelo fato de o CM ser mais frequente nas mulheres. Os principais FR apontados foram história familiar para CM, com 33,3% (10), tabagismo, com 16,6% (5), consumo de bebidas alcoolicas, com 10% (3) e almimentação rica em gordura animal, com 3,3% (1). Outros fatores, como não amamentar, fator ambiental, uso de anticoncepcionais orais e terapia de reposição hormonal, foram apontados por apenas 10% (3) das mulheres. Conclui-se que as familiares das pacientes em tratamento quimioterápico demonstraram ter pouco conhecimento em relação aos FR para o CM. Desta forma, ressalta-se a importância de repensar a inserção do processo de educação em saúde no contexto da família. A questão está muito além da simples transmissão de informação. O profissional da saúde, principalmente o enfermeiro, deve ter como foco o contexto social, os valores, as crenças e as necessidades destas pessoas. Palavras-chave: Neoplasias Mamárias. Fatores de Risco. Enfermagem. INTRODUÇÃO O câncer de mama (CM) é a malignidade mais comum em mulheres no mundo, com um milhão de casos novos a cada ano, tendo seu quadro agravado pelo fato de o diagnóstico ser ainda estabelecido tardiamente (1-2) . No Brasil é o tipo de câncer que mais acomete mulheres nas regiões Sul e Sudeste. Na Região Norte prevalece o câncer de colo de útero (3) . O CM é a maior causa de óbitos por câncer na população feminina, principalmente na faixa etária entre 40 e 69 anos (4) . A detecção precoce é a principal estratégia para o controle dessa doença e é realizada por meio do exame clínico anual das mamas de mulheres de todas as faixas etárias. Os principais fatores associados ao risco aumentado de desenvolver CM são sexo feminino, idade avançada, menarca precoce, menopausa tardia, primeira gestação tardia, obesidade na pós-menopausa, exposição à radiação ionizante em altas doses, história de câncer de ovário ou de mama, história de doença mamária benigna, alta densidade mamária, mutações genéticas e história familiar de CM (5) . Desta forma, enfatiza-se a importância se