OS LIMITES DA LINGUAGEM E O PROCESSO DE APRENDIZAGEM PERUZZO, Léo Júnior - UNIFAE * leo.junior@fae.edu Área Temática: Didática: Teorias, Metodologias e Práticas Agência Financiadora: Não contou com financiamento Resumo A linguagem é o banco de operações pela qual nosso pensamento está estruturado. Através da linguagem realizamos as mais variadas intervenções no ambiente, especialmente quando nos referimos a alfabetização e aos processos de cognição. Entender o funcionamento da linguagem e a sua estrutura são requisitos indispensáveis para desenvolver habilidades no processo ensino-aprendizagem. Nossas categorias lingüísticas são formadas por regras culturais alteradas de acordo com a evolução das necessidades. Neste caso, a mente e o pensamento relacionam-se com o mundo de acordo com as variações comunicativas. A Educação é um processo resultante desta elaboração. Contanto, a aprendizagem muitas vezes torna-se um processo arbitrário onde são desconhecidos os mecanismos estruturais internos que permitem o avanço do conhecimento. Pensar a Educação assimilada a genética e a cultura é tarefa dos educadores da sociedade moderna. A Educação, por essa razão, associa-se a metáfora da caixa de ferramentas, onde as necessidades específicas de cada indivíduo requerem uma ferramenta própria. É o uso e a utilidade da língua que delimitam as relações humanas. A capacidade de aprender torna-se, por sua vez, uma das características mais fundamentais da vida. Portanto, o educar nesta sociedade lingüística plural requer o conhecimento da estrutura pela qual pensamos e progredimos culturalmente. Palavras-Chave: Teorias da Linguagem; Aprendizagem; Educação. Introdução Heródoto, a título de anedota, a propósito da origem da linguagem, conta que o rei do Egito, Psamético, século VIII a.C., querendo saber qual era o povo mais antigo do mundo, teria mandado educar duas crianças recém-nascidas proibindo que se pronunciasse qualquer palavra em sua presença; depois de dois anos, o pastor encarregado dos cuidados com elas relatou que ouviu-as dizer a primeira palavra: “békos”. Psamético mandou investigar em que língua “békos” teria significado e descobriu que era o nome de pão em frígio. Daí * Professor de Filosofia do Centro Universitário Franciscano do Paraná – UNIFAE / PR. Mestrando em Filosofia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná / PUCPR. Membro do Grupo de Pesquisa em Epistemologia e Filosofia da Linguagem da PUCPR. Endereço: Rua 24 de maio, 135 – Bairro Centro – CEP: 80230-080 – Curitiba/PR Tel: (41) 3346-0118. E-mail: leo.junior@fae.edu