XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 1 ENEGEP 2006 ABEPRO Ferramenta de análise custo-volume-lucro em ambientes de incerteza como instrumento de apoio na gestão de projetos de investimento Carlos Alberto Grespan Bonacim (FEARP/USP) carlosbonacim@ fearp.usp.br Paula Carolina Ciampaglia Nardi (FEARP/USP) paulaccn@fearp.usp.br Ricardo Luiz Menezes da Silva (FEARP/USP) rlms@fearp.usp.br Roberto Cruz Júnior (FEARP/USP) betocruzjr@yahoo.com.br Roni Cleber Bonízio (FEARP/USP) rbonizio@usp.br Resumo As avaliações de projetos ou empreendimentos dependem, em grande parte, das expectativas futuras de desempenho. Assim, a viabilidade de um empreendimento ou projeto é influenciada por duas grandes decisões: decisão de investimento (aplicação de recursos) e decisão de financiamento (captação de recursos). Muitas pesquisas, em especial na área de finanças corporativas, tratam dos riscos associados às decisões de financiamento. Entretanto, os estudos relacionados aos riscos operacionais (ou econômicos) são superficiais, pois utilizam análises Custo-Volume-Lucro (CVL) sustentados por uma série de hipóteses simplificadoras, em especial: suposições de linearidade e baixa aplicabilidade em condições de risco e incerteza. Demonstra-se nesse trabalho que a análise CVL pode ser ampliada e adaptada para a realidade vivenciada pelos gestores, considerando-se a existência de multiprodutos (o estudo apresenta outputs para o projeto ou empreendimento total, mas também podem ser extraídos outputs para cada projeto individualmente) e a presença da incerteza (geração de números aleatórios por meio de simulação para inferir freqüências e probabilidades). Palavras-chave: Análise Custo-Volume-Lucro, Incerteza, Simulação. 1. Introdução As avaliações de projetos ou empreendimentos dependem, em grande parte, das expectativas futuras de desempenho. Assim, a viabilidade de um empreendimento ou projeto é influenciada por duas grandes decisões: decisão de investimento (aplicação de recursos) e decisão de financiamento (captação de recursos). Segundo Assaf (2003), é importante destacar os riscos associados às decisões tomadas pela empresa: (i) risco financeiro: ligado às decisões de financiamentos, isto é a capacidade em liquidar seus compromissos financeiros; (ii) risco econômico (operacional): independe de como a empresa é financiada, ligada à atividade e às boas características do mercado em que opera. Muitas pesquisas, em especial na área de finanças corporativas, tratam dos riscos associados às decisões de financiamento, estrutura e custo de capital, bem como dos reflexos destes fatores na viabilidade de projetos ou empreendimentos - vide HARRIS e RAVIV (1991). Entretanto, os estudos relacionados aos riscos operacionais (ou econômicos) são superficiais, pois utilizam análises Custo-Volume-Lucro (CVL) sustentados por uma série de hipóteses simplificadoras, em especial: suposições de linearidade e baixa aplicabilidade em condições de risco e incerteza. Assim, um modelo com uma abordagem mais realista deveria examinar a utilidade e a implementação de uma técnica sob condições estocásticas. 1.1 Objetivo do trabalho O presente trabalho tem como objetivo estender-se sobre as várias tentativas feitas na literatura e na prática de formular um modelo custo-volume-lucro sob condições de incerteza