133 O abre-alas que o corpo quer falar: ensinando e aprendendo língua estrangeira mediada pelo corpo EDUARDO DIAS DA SILVA * Resumo: A linguagem corporal representa outra possibilidade de aprendizagem de língua estrangeira (LE). A comunicação não-verbal, anteriormente negligenciada, adquiriu espaço em estudos acadêmicos sobre ensino e aprendizagem de LE, principalmente, nos campos da Linguística e Linguística Aplicada (Crítica) 1 , nos últimos anos. Através desse artigo, oriundo de uma pesquisa qualitativa documental, ensejamos apresentar algumas pesquisas que tratam do corpo como elemento engajador para o ensino e a aprendizagem de LE. Assim, percebemos que os estudos sobre linguagem corporal devem buscar caminhos para que o ensino de LE ocorra de maneira engajada e espontânea, por meio de tarefas que considerem o aprendiz, professores e o meio social no processo de ensinar e aprender línguas mediados por uma abordagem interacional. Palavras-chave: Corpo; Língua Estrangeira; Ensino; Aprendizagem. The open wards that the body wants to talk about: foreign language teaching and learning mediated by the body Abstract: Body language is another possibility of foreign language learning (FL), non-verbal communication, previously neglected, acquired space in academic studies on teaching and FL learning, especially in Linguistics and (Critical) Applied Linguistics fields, in the last years. Through this article, comes from a documentary qualitative research, intends to present some researches that treat the body as an essential element for teaching and learning FL. Thus we see that the studies on body language should seek ways for the FL teaching takes place in engaged and spontaneously through tasks to consider the learners, teachers and the social environment in the process of teaching and learning languages mediated by approach interactional. Key words: Body; Foreign language; Teaching; Learning. * EDUARDO DIAS DA SILVA é Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura da Universidade de Brasília (POSLIT/UnB). 1 Não vamos discutir a tênue definição fronteiriça entre o ser linguista ou linguista aplicado (crítico). Independente da filiação no campo dos estudos da linguagem, trabalhamos com pesquisas que versam sobre diversas questões ou problemas sociais: identidades, transculturalidade, conflitos linguísticos de fronteira, normalizações linguísticas e literárias, ensino-aprendizagem de línguas e literaturas, letramentos, formação de professores, impactos (social mais amplo e no ensino) das novas tecnologias, dentre tantos outros