A DIMENSÃO UTÓPICA DA TÉCNICA MODERNA: A CRÍTICA DE HANS JONAS AO PROGRAMA BACONIANO E À TEORIA MARXISTA 1 THE UTOPIAN DIMENSION OF MODERN TECHNOLOGY: THE HANS JONAS’S CRITICISM TO THE BACONIAN PROGRAM AND THE MARXIST THEORY Jelson Roberto de Oliveira * Paulo Sérgio Guimarães ** Recebido em: 04/2016 Aprovado em: 06/2016 Resumo: Pretende-se neste artigo demonstrar que a tecnologia se apresenta atualmente como um poder ambivalente e de grande magnitude por estar apoiado sobre utopias que, desde o início da ciência moderna, implantam ideais de progresso e de melhoramento da vida. Hans Jonas critica a utopia em geral, entretanto, situa sua reflexão mais acentuada sobre dois tipos de utopias, a baconiana e a marxista, pois ambas pensam a tecnologia como forma de realização dos seus ideais. A crítica do autor às utopias concentra-se na constatação de que elas tendem a ocultar o lado negativo e perigoso da técnica moderna, sendo assim, tanto a natureza quanto o homem tornam-se objetos de sua prática. Palavras-chave: Utopia, Hans Jonas, progresso, técnica. Abstract: We aims in this article to demonstrate that the technology comes now as an ambivalent and of great magnitude power because is supported on Utopias that, since the beginning of the modern science, implanted ideals of progress and of enhancement of life. Hans Jonas criticizes the Utopia in general, however, it places his reflection more accentuated on two types, the Baconian and the Marxist, because both think the technology as form of accomplishment of their ideals. The critic of the author to the Utopia concentrates on the verification that they tend to hide the negative and dangerous side of the modern technique and thus both nature and man become objects of their practice. Keywords: Utopia, Hans Jonas, progress, technology. * Doutor em Filosofia. Professos e coordenador do programa de pós- graduação em Filosofia da PUCPR. Coordenador do GT Hans Jonas da ANPOF. ** Doutor em Filosofia pela PUCPR. Professor em Filosofia da PUCPR. Problemata: R. Intern. Fil. v. 7. n. 1 (2016), p. 273–294 ISSN 2236-8612 doi:http://dx.doi.org/10.7443/problematav7i1.28665