Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação XXV Encontro Anual da Compós, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 7 a 10 de junho de 2016 1 Sertanejo, manguebeat e Tchê-music: da pertinência (ou não) do conceito de cena musical para gêneros periféricos 1 Sertanejo, manguebeat e Tchê-music: : on the relevance of the concept of music scene for periferic musical genders Amilcar Bezerra 2 Gustavo Alonso 3 Henrique Reichelt 4 Resumo: A partir do estudo de três gêneros musicais regionais dos anos 1990, a saber, a Tchê Music, o Sertanejo e o Mangue Beat, pretendemos avaliar a pertinência do conceito de cena musical para compreender as dinâmicas culturais de consolidação e legitimação desses gêneros em escala local e nacional. Trata-se de três gêneros que surgem à margem do eixo Rio-Sâo Paulo incorporando tradições rurais pré-modernas, ao mesmo tempo em que assimilam influências oriundas de fluxos simbólicos globais. Percebemos que, apesar de inseridas nesses fluxos globalizados, tais manifestações musicais se estruturam enraizadas em fortes vínculos locais, o que nos leva a refletir sobre a operacionalidade do conceito de “cena musical” para designá-las 1 Trabalho apresentado ao Grupo de Trabalho Estudos de Som e Música do XXV Encontro Anual da Compós, na Universidade Federal de Goiás, Goiânia, de 7 a 10 de junho de 2016. 2 Doutor em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e professor do Núcleo de Design do Centro Acadêmico do Agreste (CAA) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atua na área de Comunicação com foco em teoria social da mídia e sociologia da cultura, desenvolve pesquisas referentes a processos de produção, circulação e consumo de bens culturais em sociedades periféricas e coordena a implantação do bacharelado em Mídias Sociais e Produção Cultural da Universidade Federal de Pernambuco. Contato: amilcar.bezerra@gmail.com 3 Professor efetivo do Curso de Comunicação do Centro Acadêmico do Agreste/Caruaru da UFPE. Autor de "Cowboys do Asfalto: música sertaneja e modernização brasileira" (Civilização Brasileira, 2015) e "Simonal: quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga" (Record, 2011). Mestre e doutor em História Social pela UFF. Integrante do Labcult desde 2009, foi assíduo participante até pelo menos 2014, tendo sido agraciado com bolsa CAPES para Estágio Pós-Doutoral de missão à Argentina, no âmbito do Programa Projetos Conjuntos de Pesquisa MINCyT para período na Universidad de Buenos Aires sob a supervisão de Pablo Alabarces (UBA) e Felipe Trotta (UFF), como parte do projeto de pesquisa "Música popular urbana contemporânea na América Latina: negociações da subalternidade nas periferias" (2014). Contato: gustavoalonsoferreira@gmail.com 4 Doutorando do programa de pós-graduação em comunicação social da Universidade Federal Fluminense e mestre pela mesma instituição. Possui master em Sociologie, Art, Culture et Médiations Techniques, pela Université Pierre Mendès France - Grenoble, França. Graduou-se em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda - pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. É membro do labcult desde 2009.