a inserção da família no cuidado de 1. indiVíduos em sofrimento psíquico de um caps do sul do Brasil CORTES, Jandro Moraes 1 KANTORSKI, Luciane Prado 2 COIMBRA, Valéria Cristina Christello 3 PINHEIRO, Guilherme Emanuel Weiss 4 _____________ 1 Acadêmico do 8° semestre de Enfermagem e Obstetrícia da FEO UFPel, jandroc@bol.com.br 2 Profª Enfermeira Doutora em Enfermagem, FEO UFPEL orientadora, kantorski@uol.com.b r 3 Profª Enfermeira Doutora em Enfermagem Psiquiátrica, FEO UFPEL valeriacoimbra@hotmail.com 4 Acadêmico do 4° semestre de Enfermagem e Obstetrícia da FEO UFPel, bolsista de Iniciação Cientíica do CNPQ, gui_ewpinheiro@yahoo.com.br. introdução: A família é uma instituição indispensável para a garantia da sobrevi- vência, e da proteção integral dos mem- bros que a constituem. É neste ambiente que seus membros recebem apoio afetivo, psicológico e, sobretudo o suporte necessá- rio a seu desenvolvimento e crescimento 1 . Neste contexto, entende-se que a família é a instituição fundamental para a reabili- tação do usuário junto à comunidade, na qual este está inserido. O envolvimento da família no tratamento dos usuários contri- bui para diminuir as recaídas e o número de internações psiquiátricas dos pacientes com transtorno mental severo 2 . É primor- dial trabalhar com as famílias dos usuários, a im de se resgatar a importância da não exclusão da pessoa em sofrimento psíquico do convívio familiar. Nesse sentido, torna- se imprescindível a participação do fami- liar no contexto da atenção psicossocial oferecida pelo Centro de Atenção Psicos- social (CAPS), desde sua inclusão na ela- boração do plano terapêutico, nos grupos de familiares, nas reuniões e assembléias até o próprio suporte terapêutico que se faz necessário. Este estudo tem por objetivo re- latar a experiência de familiares que convi- vem com pessoas em sofrimento mental em um CAPS do Sul do Brasil, sob a ótica dos proissionais, dos usuários e dos próprios familiares. A metodologia empregada para esta análise baseia-se na interpretação qua- litativa das entrevistas semi-estruturadas realizadas com 14 familiares, 11 usuários e 26 proissionais de um CAPS da Região Sul do Brasil. Os dados integraram a Pesquisa de Avaliação dos CAPS da região sul do Brasil 3 , especiicamente do estudo de caso de um município do sul do Brasil, contando com a autorização prévia da coordenação do estudo. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculda- de de Medicina da Universidade Federal de Pelotas, conforme ofício nº 014/07 de 16 de abril de 2007. Os resultados apre- sentados seguiram quatro vertentes: a so- brecarga do familiar cuidador e da equipe, o CAPS como suporte terapêutico para a família, a desresponsabilização da família junto ao cuidado do familiar com trans- torno psíquico e o usuário como chefe de família. Em relação à inserção do familiar no cuidado do paciente, familiares e equipe vêem como uma sobrecarga e que por mui- tas vezes essa responsabilidade do cuidado não pode ser dividida com outras pessoas. [...] quando ela trata de baixar o hospital, quem baixa ela sou eu. Toda a responsabi- lidade é minha [F (1) 2]. [...] eu digo para