O USO DA SIMULAÇÃO PARA ESTIMAR OS CUSTOS DE FABRICAÇÃO CONSIDERANDO PLANOS DE PROCESSOS ALTERNATIVOS Luiz Paulo G. Ribeiro Instituto Militar de Engenharia, Departamento de Engenharia Mecânica e de Materiais lribeiro@epq.ime.eb.br– Rio de Janeiro, RJ, Brasil João Carlos E. Ferreira 1 , Érico Bretones Moura 2 Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Engenharia Mecânica (1) jcarlos@emc.ufsc.br, (2) erico@emc.ufsc.br – Florianópolis, SC, Brasil Resumo. O objetivo deste artigo é apresentar o módulo de Simulação Integrada com a Manufatura e a Estatística (SIMES), com enfoque na obtenção de indicadores de custos ainda na fase de planejamento de processos. O SIMES considera as variáveis de um sistema de fabricação, dispondo de um modelo representativo de um sistema real, e fornece o custo total necessário à fabricação do lote de um produto, bem como o intervalo de confiança para este valor, obedecendo um nível de confiança e uma acurácia pré-estabelecidos, em função de seis atividades, a saber: setup; processamento; ociosidade; manutenção; fila e trânsito. Associado ao custo médio referente a cada uma destas parcelas, obtém-se informações sobre o tempo total de fabricação, fornecendo assim dados estratégicos para tomada de decisões quanto aos possíveis planos de processos alternativos em análise, permitindo ordenar os mesmos em função do custo e do tempo. Com tais informações, o nível de competitividade relativa da empresa simulada torna-se bem mais elevado, pois na fase que antecede a fabricação, com base nas informações dos indicadores mencionados, garante-se que os produtos sejam fabricados com baixa vulnerabilidade relativa, propiciando condições de competitividade em preço. Palavras-chave: Simulação, Plano de Processos, Custo de Fabricação, Tomada de Decisão 1. INTRODUÇÃO Com o crescimento das comunicações e dos transportes em âmbito mundial, todos os mercados passam a ser alvo das empresas internacionais, acirrando ainda mais a competição entre produtos. Baseado nesta realidade, muitas empresas estão em busca de ferramentas que auxiliem na obtenção de produtos com o menor nível de vulnerabilidade relativa, desde a fase de projeto. A vulnerabilidade de um produto começa a despontar, quando surgem no mercado produtos similares concorrentes com melhores níveis de desempenho em termos de: qualidade; rapidez; confiabilidade; flexibilidade; e custo. Para as empresas que concorrem diretamente em preço, o custo será o principal objetivo, pois quanto menor o custo, menor poderá ser o preço oferecido aos consumidores, mantendo a mesma margem de lucro.