I CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA UTFPR – CÂMPUS DOIS VIZINHOS V SEMINÁRIO: SISTEMAS DE PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA I SIMPÓSIO DE CIÊNCIAS FLORESTAIS E BIOLÓGICAS Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Câmpus DV Recursos Florestais e Engenharia Florestal 17 e 18 de Outubro de 2011 217 UTILIZAÇÃO DE ARMADILHAS DO TIPO “PITFALL” PARA AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE DA MACROFAUNA EPÍGEA NA TRILHA ECOLÓGICA DO CÂMPUS DA UTFPR-DOIS VIZINHOS Joseane Aparecida Deregoski 1* , Liane Barreto Alves Pinheiro [Orientador] 2 , Franciani Cristina Figueira 1 , Edilaine Duarte 1 , Fernando Campanhã Bechara 2 1 Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Câmpus Dois Vizinhos, Paraná. E-mail: derengoski.josi@gmail.com 1 Alunos do curso de Engenharia florestal. 2 Professor Adjunto da Universidade Tecnológica Federal do Paraná Câmpus Dois Vizinhos. *Autor para correspondência Resumo: A cobertura vegetal influência diretamente a composição da fauna edáfica uma vez que estes organismos utilizam o material orgânico como recurso alimentar e abrigo. A disponibilidade destes recursos irá refletir em aumento da atividade. Sendo assim, este trabalho tem por objetivo monitorar a fauna do solo na Trilha do Câmpus Dois Vizinhos, área remanescente florestal. A fim de avaliar esta atividade da fauna epígea, foram instaladas doze armadilhas (de queda) tipo “pitfall” no decorrer da trilha ecológica, sendo quatro repetições com três amostras em cada. As amostras permaneceram sete dias em campo e posteriormente foram levadas para laboratório para a realização da triagem com auxilio de lupa binocular. O monitoramento foi realizado em duas datas: dezembro de 2010 e maio de 2011. A partir dos dados foi calculada a quantidade de indivíduos por armadilha dia, a riqueza da fauna e os índices de diversidade de Shannon e de uniformidade de Pielou. Foi encontrado grande número de indivíduos na primeira coleta, provavelmente devido à época do ano que se apresentava mais quente comparada com a segunda. Os índices de Shannon e de Pielou foram inferiores na primeira coleta, fato que está de acordo com a maior atividade e dominância constatada da ordem Coleoptera, pois geralmente quando é encontrado grande número de indivíduos existe a possibilidade de predominância de algum grupo e consequentemente a redução da equitabilidade. Palavras-chave: fauna do solo, diversidade biológica, qualidade de solo Introdução A serapilheira é uma camada originada da queda de folhas, galhos ou árvores e animais mortos que irão compor a matéria orgânica, formando a cobertura do solo das florestas. Esse recobrimento vegetal influencia diretamente a composição da fauna edáfica, possibilitando a ocorrência desses invertebrados tanto na superfície junto à serapilheira, como nas camadas mais profundas onde estabelecem seu habitat. De acordo com Lavelle & Spain (2001), esta fauna presente no solo é composta por diversos indivíduos que atuam escavando, triturando e transportando material orgânico além de participar diretamente da ciclagem de nutrientes, exercendo controle na composição, abundância e diversidade de outros organismos do solo. A composição da fauna do solo pode ser afetada por fatores edáficos, vegetais, climáticos, topográficos, dentre outros. Por serem sensíveis à intervenção natural ou antrópica nos ecossistemas, pode ser utilizada como bioindicadora no monitoramento da qualidade ambiental (CORREIA, 2002). A hipótese que a diversidade e abundância da macrofauna invertebrada do solo, e também presença de determinados grupos em um sistema pode ser usadas como indicador da qualidade dos solos, é relatado em diversos trabalhos, principalmente considerando que estes organismos são muito sensíveis à modificação da cobertura vegetal do solo (PAOLETTI, 1999). Devido a sua importância, o estudo da diversidade dos grupos da fauna edáfica permite a compreensão da complexidade ecológica da comunidade e a funcionalidade destes organismos no sistema. Portanto, o objetivo do presente trabalho é monitorar a atividade da fauna edáfica da trilha ecológica do Câmpus da UTFPR-DV como um indicativo de qualidade do solo, sob a perspectiva das variações sazonais.