1/4 XXII CBEB 2010 “PEEP VÁLVULA” VERSUS “PEEP SELO D’ÁGUA”: MECÂNICA VENTILATÓRIA EM RATOS SAUDÁVEIS. A.C. Jardim-Neto 1 , N. S. Carvalho 1 , A. R. Carvalho 2,1 F. C. Jandre 1 , A. Giannella-Neto 1 1 Laboratório de Engenharia Pulmonar / Programa de Engenharia Biomédica / COPPE / Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil 2 Laboratório de Fisiologia da Respiração / Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho / Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil e-mail: alcendinoneto@yahoo.com.br Abstract: From the perspective of ventilation mechanics, two systems for positive end-expiratory pressure (PEEP) generation were compared: “PEEP valve”, a “all-or-nothing” valve that interrupts the expiratory flow when the alveolar pressure equals to the desired PEEP, and “PEEP water seal”. To this end, eight rats were artificially ventilated with each generation system, using PEEP steps of 8, 4 and 1 cmH2O. Analyzed from a linear unicompartmental model, data showed similarities between the systems, however, lower elastance was seen in PEEP of 8 cmH2O generated by “PEEP valve”. Palavras-chave: PEEP, mecânica ventilatória, ventilação mecânica, “PEEP válvula”, selo d’água. Introdução A pressão positiva ao final da expiração (PEEP) é empregada quando se deseja que o volume de gás no pulmão ao final da expiração seja superior à capacidade residual funcional resultante quando as vias aéreas estão submetidas à pressão atmosférica. Seu emprego é amplamente utilizado na prática clínica por promover recrutamento de unidades alveolares e maior oxigenação [1]. Tal importância motiva o desenvolvimento de melhores sistemas de geração de PEEP (SGP). A “PEEP-válvula”, um desses sistemas, consiste no emprego de uma válvula do tipo “tudo-ou-nada”, acoplada ao circuito expiratório do ventilador, que interrompe o fluxo expiratório no instante em que a pressão alveolar se iguala à PEEP desejada [2]. Já na “PEEP selo d’água”, outro sistema de geração de PEEP, o ar expirado deve vencer a pressão de uma coluna d’água, ou seja, a PEEP será maior ou igual á pressão hidrostática determinada pela Equação 1 [3]. (1) onde Phidro é a pressão hidrostática; é a densidade da água; g é a aceleração da gravidade; h é a altura da coluna de água. O objetivo deste trabalho foi analisar e comparar a PEEP-válvula com a PEEP selo d’água sob a ótica da mecânica ventilatória. Materiais e Métodos Animais e preparação – Foram utilizados 8 ratos Wistar, machos, saudáveis, com peso entre 265 g e 355 g, provenientes de biotério credenciado, não utilizados em nenhuma outra pesquisa e mantidos em condições satisfatórias de acomodação e alimentação até o momento do experimento. Sua utilização foi aprovada pelo Comitê de Ética em Uso de Animais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sob o código IBCCF 103. A sedação e anestesia inicial foi feita com cloridato de ketamina (König, Argentina) (80 mg/kg) e maleato de midazolam (Eurofarma, Brasil) (5 mg/kg) via intra- peritonial e cloridrato de lidocaína (União Química, Brasil) a 2% (2ml) por via subcutânea na região cervical anterior. Os animais foram colocados na mesa cirúrgica em posição de supino, tendo uma cânula de polietileno (20,7 X 1,6 mm) inserida na traquéia, um cateter de polietileno 18GA (Arrow, USA) na a. carótida e eletrodos Ag/AgCl, modelo Red Dot (3M, Canadá), colocados nas patas. O tempo máximo aceito para preparação foi de 1 hora, sendo excluídos da análise animais para os quais não fosse obedecido esse critério. Em seguida ao término da fase de preparação, os ratos foram paralisados com injeção intravenosa (0,3 mg/kg) e intramuscular (3 mg/kg) de brometo de pancurônio (Cristália, Brasil) e ventilados pelo ventilador Inspira modelo 557059 (Harvard Apparatus, USA) para pequenos animais. A anestesia foi mantida com injeções intraperitoneais de cloridato de ketamina (40 mg/kg) e maleato de midazolam (2,5 mg/kg) a cada meia hora ou quando fosse percebida resposta motora à manobra de pinçamento da pata. Protocolo ventilatório – Todos os animais foram ventilados em modo volume controlado com vazão inspiratória em forma de onda quadrada. Os valores iniciais adotados para o controle da ventilação foram: fração inspirada de O 2 de 21%, freqüência ventilatória h g Phidro ⋅ ⋅ = ρ