MEGADIVERSIDADE | Volume 2 | Nº 1-2 | Dezembro 2006 ERIN O. SILLS 1* SUBHRENDU K. PATTANAYAK 2 PAUL J. FERRARO 3 KEITH ALGER 4 1 Departamento de Ciências Florestais e Recursos Ambientais, Universidade Estadual da Carolina do Norte, EUA. 2 Programa de Economia do Meio Ambiente, Saúde e Desenvolvimento, Research Triangle Institute, Carolina do Norte, EUA. 3 Departamento de Economía, Escola Andrew Young de Política Pública, da Universidade Estadual da Georgia, EUA. 4 Programa Dimensões Humanas da Conservação de Biodiversidade, Centro para Pesquisa Aplicada à Biodiversidade, Conservation International, Washington, D.C. * e-mail: erin_sills@ncsu.edu Abordagens analíticas na avaliação de impactos reais de programas de conservação RESUMO A importância de monitoramento e avaliação é cada vez mais reconhecida na comunidade conservacionista. Neste artigo, nós argumentamos que os métodos de ‘avaliação de progra- mas’ desenvolvidos em outras disciplinas deveriam ser utilizados para testar causalidade em projetos de conservação. Esses métodos incluem técnicas estatísticas e quase-experimentais para construir os casos não observados de não-tratamento pela intervenção: o que teria acon- tecido sem a intervenção e o que aconteceria caso a intervenção fosse aplicada em algum outro lugar. Embora reconheçamos a natureza multidimensional de monitoramento e avalia- ção, enfatizamos a necessidade crescente de análises quantitativas da eficácia de interven- ções, controlando fatores de confusão, com o objetivo de dar aos tomadores de decisão maior segurança de que recursos adicionais podem realmente aumentar a escala dos resultados da conservação. Qualquer projeto conservacionista que assimile os métodos e medições aborda- das nesse artigo farão uma vital contribuição em direção ao preenchimento da grande lacuna no nosso conhecimento sobre os mais eficazes investimentos em conservação. ABSTRACT The importance of monitoring and evaluation is increasingly recognized in the conservation community. In this article, we argue that ‘program evaluation’ methods developed in other fields should be used to test for causality in conservation programs. These methods include quasi-expe- rimental and statistical techniques to construct the unobserved counter-factuals: what would happen without the intervention, and what would happen if the intervention were applied elsewhere. While recognizing the multi-dimensional nature of monitoring and evaluation, we emphasize the increasing need for quantitative analysis of the effectiveness of interventions that controls for confounding factors. This will give policy makers greater confidence that additional resources can