einstein: Educ Contin Saúde. 2010;8(4 Pt 2): 176-83 181 Non-pharmacological interventions for assisting the induction of anaesthesia in children Intervenções não-farmacológicas para ajudar a indução anestésica em crianças Yip P, Middleton P, Cyna AM, Carlyle AV Cochrane Database Syst Rev. 2009;(3):CD006447. Comentado por: Roberta de Medeiros* * Bióloga; Doutora em Fisiologia; Professora Titular de Fisiologia do Centro Universitário São Camilo - São Paulo (SP), Brasil. Esta revisão mostrou que, dentre as várias intervenções não-farmacológicas que têm uma provável utilidade para reduzir a ansiedade de crianças e melhorar sua cooperação durante a indução anestésica, encontra-se também a acupuntura aplicada aos pais. As crianças cujos pais receberam acupuntura para redução de ansiedade antes de indução, comparadas com crianças cujos pais receberam acupuntura placebo, estavam menos ansiosas ao entrar no centro de proce- dimentos e durante a indução. Além disso, elas eram mais cooperativas. A medida subjetiva de ansiedade nos pais era sig- nificantemente mais baixa naqueles que receberam a acupuntura verdadeira. Curiosamente, não houve entre os grupos diferenças nas variáveis fisiológicas dos pais, como índice de frequência cardíaca e pressão arterial sistólica ou diastólica. O artigo é relevante por vários aspectos. O período pré-anestésico em crianças pode ser angustiante para elas e para seus pais. Técnicas que ajudam a reduzir esse sofrimento colaboram para a qualidade do serviço. Melhor ainda se a técnica for totalmente inócua para a criança. A acupuntura é modalidade terapêutica segura e eficaz. Portanto, sua aplicação em pais de crianças que se submeterão a um procedimento deveria ser mais difundida. Por extensão, seu potencial benefício para reduzir a ansiedade em crianças internadas deveria ser mais bem estudado. EEG-fMRI: adding to standard evaluations of patients with nonlesional frontal lobe epilepsy Eletroencefalografia (EEG) combinada a ressonância magnética funcional (fMRI): melhorando a avaliação dos pacientes com epilepsia do lobo frontal Moeller F, Tyvaert L, Nguyen DK, LeVan P, Bouthillier A, Kobayashi E, et al. Neurology. 2009;73(23):2023-30. Comentado por: Edson Amaro Júnior 1 , Ellison Fernando Cardoso 2 1 Livre-docente; Professor da Disciplina de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP, São Paulo (SP), Brasil. 2 Doutor; Médico Assistente do Departamento de Radiologia da Faculdade de Medicina da Univer- sidade de São Paulo – USP, São Paulo (SP), Brasil. A introdução da ressonância magnética funcional (RMf) no início da década de 90 tornou possível avaliar a função cerebral em seres humanos normais de forma não-invasiva e inócua à saúde. Apesar de essa técnica ter possibilitado uma melhor compreensão da fisiologia encefálica e da fisiopatologia das doenças psiquiátricas e neurológicas, o uso clínico dessa ferramenta tem sido pouco explorado, atualmente restrito a alguns casos em programação pré-cirúrgica. A RMf baseia-se no princípio do acoplamento neu- rovascular, pelo fato de ocorrer um aumento do fluxo sanguíneo regional em uma área do cérebro devido a atividade neuronal. Por outro lado, a eletroencefalo- grafia (EEG) registra graficamente as correntes elé- tricas decorrentes da atividade neuronal por meio de eletrodos posicionados no couro cabeludo, permitindo a identificação de descargas epileptiformes. Nesta publicação, avalia-se a possibilidade de com- binar essas duas técnicas, permitindo a interação des- sas informações e facilitando a localização do foco epi- lético. Para testar esta hipótese, cientistas do serviço de epilepsia do Montreal Neurological Institute (McGill University) avaliaram nove pacientes com epilepsia frontal sem lesão evidente no estudo estrutural de res- sonância magnética (RM). Todos os pacientes apre- sentaram ao menos 10 descargas epileptiformes em 60 minutos nos EEG registrados previamente. Esses pacientes foram submetidos a um estudo combinado de EEG-RMf em um aparelho de ressonância mag- nética de 3 Teslas. Os achados do EEG-RMf foram comparados a outros métodos de localização, como o PET e o SPECT, quando estavam disponíveis. Com o conhecimento agregado do estudo EEG-RMf, a RM estrutural foi revista, à procura de tênues anormalida- des previamente não identificadas. Nos pacientes sub-