Medicina (Ribeirão Preto) 2009;42(3): 350-7 Correspondência: Prof. Dr. Ricardo Henrique Alves da Silva Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - USP Departamento de Clínica Infantil, Odontologia Preventiva e Social Avenida do Café, s/n, Bairro Monte Alegre 14040-904 - Ribeirão Preto-SP, ricardohenrique@usp.br Artigo recebido em 10/02/2009 Aprovado em 31/08/2009 1. Graduação em Enfermagem pela Universidade Paulista. 2. Graduação em Enfermagem pela Universidade Paulista. 3. Docente. Odontologia Legal, Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Ter er er er erminalidade de vida: minalidade de vida: minalidade de vida: minalidade de vida: minalidade de vida: bioética bioética bioética bioética bioética e humanização em saúde e humanização em saúde e humanização em saúde e humanização em saúde e humanização em saúde Completion of life: bioethics and humanization in health Mariana O. Marengo¹, Daniela A. Flávio², Ricardo Henrique Alves da Silva 3 RESUMO A visão dos profissionais de saúde frente à terminalidade da vida é uma das realidades mais difíceis com as quais estes se deparam, pois, apesar dos melhores esforços, alguns pacientes virão a óbito. O objetivo do presente estudo é identificar e descrever, por meio da literatura científica, os aspectos da promoção de saúde e da Bioética, no que diz respeito à humanização do atendimento aos sujeitos em terminalidade de vida, frente aos familiares e profissionais de saúde envolvidos. A metodologia baseou- se em uma revisão de literatura através de pesquisa e seleção de textos a partir de bases de dados, proporcionando o conhecimento acerca dos diferentes conceitos utilizados na humanização dos profis- sionais de saúde com relação à terminalidade de vida e questões bioéticas, a fim de buscar suprir as grandes dificuldades que os profissionais de saúde têm em lidar com os doentes terminais e como devem ser tratados, uma vez que o bem estar físico e emocional deve ser o foco das atenções. Palavras-chave: Bioética. Humanização da Assistência. Doente Terminal. Cuidados Paliativos. Introdução Introdução Introdução Introdução Introdução Segundo Gutierrez (2001) 1 , a terminalidade de vida é quando se esgotam as possibilidades de resgate das condições de saúde e a possibilidade de morte próxima parece inevitável e previsível. O indivíduo se torna "irrecuperável" e caminha para a morte, sem que se consiga reverter este caminhar. Admitir que os recursos para o resgate de uma cura se esgotaram e que o sujeito se encaminha para o fim da vida, não significa que não há mais o que REVISÃO fazer. Ao contrário, abre-se uma ampla gama de con- dutas que podem ser oferecidas, tanto ao sujeito que necessita de cuidados quanto seus familiares, visan- do, agora, o alívio da dor, a diminuição do desconforto, mas, sobretudo, a possibilidade de situar-se frente ao momento do fim da vida, acompanhados por alguém que possa ouvi-los e dar suporte. 2 Desta forma, estabelece-se uma nova perspec- tiva de trabalho, multidisciplinar, denominada humani- zação que responde pela convivialidade, solidarieda- de, irmandade, amor e respeito, ou seja, corresponde