II LINCOG II Simpósio Internacional sobre Linguagem e Cognição Gramática e Imagética Convencional na Doença de Alzheimer Jan Edson Rodrigues Leite (UFPB) Berla Moraes (UFPB) Nossa pesquisa tem como interesse identificar o grau de comprometimento cognitivo na compreensão sentenças gramaticais, por parte de indivíduos portadores da Doença de Alzheimer, utilizando a técnica de leitura automonitorada. O elemento conceptual a ser investigado na compreensão dessas sentenças trata-se da imagética convencional (Langacker, 1990). Por imagética convencional entende-se que a linguagem, através de sua semântica, não reflete uma realidade objetiva, mas que o falante incorpora maneiras alternativas de reproduzir a realidade nos eventos comunicativos de que participa. Desse modo, a imagética convencional é a capacidade de estruturar de modos alternativos o conteúdo de um domínio conceptual (Langacker, 2008). Esta capacidade do falante denomina-se perspectivação conceptual e tem sido evidenciada como a função central da gramática, cuja importância trouxe nova compreensão acerca do papel das categorias gramaticais, que passam a ser estudadas a partir do seu significado. Nossa pesquisa se debruça sobre as dimensões da imagética convencional presentes em sentenças gramaticais, a saber: (1) nível de especificidade, (2) proeminência e (3) perspectiva. Em (1) compreende-se que uma expressão pode ser conceptualizada em diferentes níveis de especificidade e detalhe. Hierarquicamente, um item lexical pode ser mais esquemático (genérico) ou mais específico. Esta escolha depende do nível de especificidade com que se quer retratar uma cena, bem como do contexto discursivo e qual propósito comunicativo em determinada situação (Ferrari, 2011, p. 62). Já a proeminência (2) permite por em primeiro plano ou em plano de fundo determinada estrutura e, entre as suas categorias, está o alinhamento figura/fundo, as oposições análogas perfil/base e trajetor/marco. A última dimensão é a relativa proeminência de uma entidade em relação a outra(s) (Langacker, 2008). A proeminência de uma frase pode ser estruturada de acordo com a voz gramatical, seja na voz ativa como na voz passiva. A perspectiva (3), considerada a base conceptual das operações de perspectivação conceptual, trata da relação envolvendo ajustamentos focais, designadas como arranjo de visão. Segundo Langacker (2008, p. 73) ”o arranjo de visão envolve um observador V (locutor ou interlocutor), de um lado, e uma situação observada, do outro”. A cena de relação de esquema espacial horizontal (à direita/à