Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação 40º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Curitiba - PR – 04 a 09/09/2017 1 A cultura da mídia como espaço de disputa por diversidade e representações positivas: o apelo feminista das séries Supergirl e Agente Carter 1 Ana Caroline SZEZECINSKI 2 Gabriela Machado Ramos de ALMEIDA 3 Universidade Luterana do Brasil, Canoas, RS Resumo Este artigo tem como objetivo discutir o apelo feminista de duas séries televisivas contemporâneas, criadas a partir de personagens oriundas de histórias em quadrinhos, e que são protagonizadas por super-heroínas mulheres: Supergirl (DC Comics/CBS) e Agente Carter (Marvel Comics/ABC). Parte-se do pressuposto, a partir de Kellner (2001), de que ambas as obras respondem a uma demanda por diversidade na produção simbólica que é própria do tempo presente. O trabalho aborda as transformações pelas quais vêm passando os campos do audiovisual e dos quadrinhos nos últimos anos, com a valorização da diversidade em diversos níveis. Busca-se compreender mais especificamente, em Supergirl e Agente Carter, o modo como a construção das protagonistas nos episódios piloto de cada série dá a ver um discurso feminista. Palavras-chave: Histórias em quadrinhos; Narrativas seriadas televisivas; Diversidade; Feminismo; Supergirl e Agente Carter 1 INTRODUÇÃO A ampla circulação, nos últimos quinze anos, de discursos em favor de grupos minoritários nas mídias, como LGBTs, pessoas negras e mulheres, popularizou discussões sobre feminismo, racismo e LGBTfobia e tornou mais acessíveis a públicos bastante diversos informações sobre as lutas por direitos e reconhecimento destes grupos. A centralidade das mídias neste processo ultrapassa o seu papel de ambiente de veiculação destas disputas - na forma, por exemplo, de notícias publicadas ou da consolidação da internet como lugar para expressão e afirmação identitária de sujeitos vinculados a grupos minoritários - transformando a própria produção simbólica que delas se origina em espaço de demanda por diversidade e qualidade nas representações produzidas. Entendemos, a partir de Douglas Kellner (2001, p. 134), a cultura da mídia como “um terreno de disputa que reproduz, em nível cultural, os conflitos fundamentais da sociedade, e não como instrumento de dominação”. 1 Trabalho apresentado na Divisão Temática Comunicação Audiovisual, da Intercom Júnior – XIII Jornada de Iniciação Científica em Comunicação, evento componente do 40º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. 2 Estudante de Graduação 6º. semestre do Curso de Jornalismo da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA-RS), email: ana.szec@gmail.com. 3 Orientadora do trabalho. Doutora em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professora e coordenadora adjunta do curso de Jornalismo da ULBRA, email: gabriela.mralmeida@gmail.com.