Exceto onde especiicado diferentemente, a matéria publicada neste periódico é licenciada sob forma de uma licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional. http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Apresentação / Presentation Civitas, Porto Alegre, v. 15, n. 3, p. 375-380, jul.-set. 2015 América Latina como lugar de enunciação Vozes dissidentes, modernidades dissonantes Latin America as place of enunciation Dissenting voices, dissonant modernities T razer à comunidade cientíica o dossiê América Latina como lugar de enunciação: vozes dissidentes, modernidades dissonantes é satisfação plena de sentido. A parceria entre os organizadores aqui traduzida empresta maior visibilidade, também, ao atual e efetivo convênio entre a Universidade Federal do Espírito Santo e a Universidade Cà Foscari de Veneza que tem propiciado a experiência da internacionalização a discentes e docentes nos editais em curso de mobilidade acadêmica. Também, é fruto de tais diálogos o Núcleo de Estudos em Transculturação, Identidade e Reconhecimento – Netir (DGP-CNPq) que ampliou a rede original de interlocutores. O convite da Civitas para a organização do presente dossiê deu-nos a inestimável oportunidade de ler e valorizar novos estudos que a nós chegaram de modo que pudemos aqui reunir um elenco interdisciplinar de estudiosos a pensar conosco os desaios postos pela e à América Latina ontem e hoje. O subcontinente tornado, desde o século 16, colônia de poderosos impérios viu aqui nascer “povos novos” que levariam séculos para descobrir como poderiam se adaptar ou recusar um dado projeto de modernidade então instalado nas novas possessões como destino inelutável. Mas enquanto esta era a representação hegemônica, um olhar mais discreto revelava as resistências históricas aos velhos e neocolonialismos em sua ressigniicação na modernidade, propriamente mediante a emergência de sujeitos e discursos que explicitam trânsitos, deslocamentos, hibridismos. Tencionamos, no exercício de construção desde dossiê, apresentar a América Latina como local de enunciação. Nossos autores têm, portanto, a ousada e delicada tarefa de expandir o público a ouvir sua voz, aproximando-o das narrativas latino-americanas que, não menos que as de outros loci, falam do mundo e para o mundo. Júlio Pinto e Walter Mignolo inauguram este número da Civitas ao discorrer sobre uma equivocada representação da América Latina importada e temerariamente convincente, aquela a situar seus povos, modos de vida, http://dx.doi.org/10.15448/1984-7289.2015.3.22878