O fim da Lusitânia: fragmentação e emergência de poderes no território de Viseu Catarina Tente (IEM, FCSH/UNL, bolseira da FCG) Adriaan De Man (IEM, FCSH/UNL, UE) Resumo Com base em alguns estudos recentes e em curso, a evolução tardo-antiga do território e da cidade de Viseu podem ser perspectivadas sob diversos ângulos. Um deles remete para a relevância específica das elites pós-romanas e como se estas desenharam um novo mapa de diversos poderes locais, cuja acção conduziu a uma nova paisagem urbana e a uma nova estruturação do povoamento que já não se articula em função das estruturas agrárias romanas. Na transição para a Alta Idade Média, a paisagem viseense encontrava-se já muito reconfigurada, com o surgimento de diferentes pólos de atracção, novos centros intermédios de poder e novos domínios. O presente texto explora alguns dos elementos definidores desse processo e como os mesmos se podem percepcionar do ponto de vista arqueológico. Abstract Based on recent and ongoing research, the late antique evolution of the city and territory of Viseu can be can be viewed from many angles. One refers to the specific relevance of post-Roman elites, and to how they drew a new map of the different local powers, whose action led to both a new urban landscape and a new settlement structure, no longer articulated according to Roman agrarian structures. During the transition to the Early Middle Ages, the landscape of Viseu was already very much reconfigured, with the emergence of different poles of attraction,