1 BAMDIM - MINDARA A ENCRUZILHADA URBANA DA AFRICANIDADE EM BISSAU- GUINE BISSAU. HENRIQUE CUNHA JUNIOR. resumo: O mercado ou os mercados urbanos das cidades africanas são fenômenos geopolícos em torno dos quais poderíamos escrever a história econômica, políca, social , cultural e comercial das sociedades africanas. Sendo assim os mercados constui o que Diop conceitua como africanidade. Neste sendo o bairro de Mindara e seu mercado de Bandin em Bissau é um caso especifico que exemplifica uma diversidade de situações urbanas das cidades africanas. Existem em torno do mercado varias abordagens, a africadanidade, marcas da sociedade tradicional e a diversidade, marcas da complexidade do presente, que inclui imigrações de populações africanas e asiácas, modernização tecnológica, atraso urbanísco, riqueza e pobreza, conflitos e acertos sociais. Produz um caos organizado, no tempo histórico e no espaço geográfico, por critérios endógenos que expressam a sua permanência no tempo e a sua importância comercial. Traduz o caos urbanísco da inexistência de planejamento nos moldes ocidentais e validados pelo conhecimento cienfico europeu. Uma encruzilhada no sendo geográfica de entreposta entre o porto a cidade e o interior do país. Uma encruzilhada na metáfora das culturas e da percepção dos problemas. O argo apresenta este quadro diverso para discussão sobre espaço urbano, espaço público e planejamento urbano das cidades africanas no período pós-colonial, focalizando o exemplo do mercado de Bandin, do Bairro de Mindara e da Cidade de Bissau como parte do estado Nacional de Guime Bissau.. Palavras chaves: mercado africano, bairro de Mindara, mercado de Bandin, Urbanização de Bissau, Guine Bissau. 1- PENSANDO O URBANISMO AFRICANO E PROPONDO O ARTIGO. Perante a África – Connente o debate do urbanismo, ou seja, dos processos de criação de cidade, das reformas urbanas, do crescimento urbano desenhado, as questões postas na atualidade são se o connente mergulha nos fluxos eurocêntricos americanos do conhecimento, que implicam no desenvolvimento industrial a qualquer custo para solução dos problemas urbanos, ou se podem ser desenvolvidos modos próprios africanos e quais as bases deste pensamento urbanísco. Em meios a estas questões estão presentes as das sustentabilidades e das tecnologias aproprias, da reedição e atualização dos métodos construvos etc etc. No campo políco e em parcular dos pequenos estado africanos a discussão urbana tem um correlato da discussão políca, sobre africanização da África- Connente, ou da europeização deste. São debates que nos remete as décadas de 1970 e 1980, períodos das independências, onde as discussões eram sobre o socialismo e o capitalismo erma frequentes. Capitalismo na versão da Nigéria, África do Sul e Quênia, grandes estados, ou na vertente socialismo, com duas opções o socialismo africano, da Tanzânia, Burkina-Faso, ou das revoluções de Moçambique, Eritreia, Angola e Guine Bissau, denominado de cienfico. No entanto, tanto o capitalismo como o socialismo cienfico, ambos implicam em rupturas históricas importantes, depende da superação do poder das etnias, dos regulas, das chefaturas tradicionais, muito forte nas áreas do interior. O que provoca uma onda de contradições da “tribu” X “nação”, do