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Rev Dor. São Paulo, 2014 oct-dec;15(4):260-3
ABSTRACT
BACKGROUND AND OBJECTIVES: Fibromyalgia syn-
drome is a chronic condition causing spontaneous widespread
pain associated with hypersensitivity. his study aimed at investi-
gating the pressure pain endurance in women with ibromyalgia
syndrome to determine the range of painful stimulation that an
individual with ibromyalgia syndrome can resist acceptably.
METHODS: We conducted an observational, descriptive, cross-
sectional study with 60 subjects (51.23±8 years), who met the
American College of Rheumatology/1990 (ACR) criteria for
ibromyalgia syndrome, and 42 healthy volunteers (48.33±9
years) as the control group. Algometry was performed to record
pressure pain detection threshold and pressure pain tolerance,
and ibromyalgia impact questionnaire was used to determine
the impact of ibromyalgia syndrome. Pressure pain endurance
was calculated as the arithmetic diference between pressure pain
tolerance and pressure pain detection threshold.
RESULTS: A signiicant diference in ibromyalgia impact ques-
tionnaire (p<0.0001), pressure pain detection threshold, and
pressure pain tolerance (p<0.0001) was found between both
groups. Furthermore, a signiicant diference in pressure pain
endurance (p<0.0001) for each of the 18 points identiied by
ACR was noted between both groups, with the highest range
of physical stimulation observed in the control group. A cor-
relation between pressure pain endurance and pressure pain de-
tection threshold (r=0.8334; p<0.0001) and pressure pain tol-
erance (r=0.8387; p<0.0001) was observed in the ibromyalgia
syndrome group.
CONCLUSION: Pressure pain endurance of the ibromyalgia
syndrome group was extremely lower, when compared with that
Pressure pain endurance in women with fibromyalgia*
Amplitude de dor à pressão em mulheres com fibromialgia
Rodrigo Pegado de Abreu Freitas
1
, Sandra Cristina de Andrade
1
, Ranulfo Fiel Pereira Pessoa de Carvalho
2
, Maria Bernardete
Cordeiro de Sousa
1
*Received from Federal University of Rio Grande do Norte, Natal, RN, Brazil.
1. Federal University of Rio Grande do Norte, Natal, RN, Brazil.
2. University Potiguar, Natal, RN, Brazil.
Submitted in August 21, 2014.
Accepted for publication in October 07, 2014.
Conlict of interests: none.
Correspondence to:
Rodrigo Pegado de Abreu Freitas
Universidade Federal do Rio Grande do Norte,
Faculdade de Ciências da Saúde do Trairí
Rua Trairí, s/n, Centro
59200-000 Natal, RN, Brasil.
E-mail: rodrigopegado@gmail.com
© Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor
of healthy controls, and may be used as an additional component
to measure the disturbance in pain perception and to determine
the range of painful stimulation that an individual with ibromy-
algia syndrome can acceptably resist.
Keywords: Fibromyalgia, Musculoskeletal pain, Pain measure-
ment, Pain perception, Women.
RESUMO
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A síndrome da ibromialgia
é caracterizada por uma condição crônica que causa dor gen-
eralizada espontânea associada a hipersensibilidade. Este estudo
teve como objetivo investigar a amplitude de dor à pressão em
mulheres com síndrome da ibromialgia para determinar o início
da sensação dolorosa e o máximo suportado e comparar com
controles saudáveis.
MÉTODOS: Foi realizado um estudo observacional, descritivo
transversal, conforme os critérios do Colégio Americano de Reuma-
tologia/1990 (ACR), com 60 mulheres (51.23±8 anos) com diag-
nóstico de síndrome da ibromialgia e 42 (48.33±9 anos) voluntárias
saudáveis como grupo controle. A algometria foi realizada para reg-
istro do limiar e tolerância à dor à pressão e aplicado o Questionário
de Impacto da Fibromialgia para determinar a funcionalidade. A
amplitude de dor à pressão foi calculada como a diferença aritmética
entre o registro do limiar e a tolerância à dor à pressão.
RESULTADOS: Foi encontrada diferença signiicativa no Ques-
tionário de Impacto da Fibromialgia e nas variáveis de sensibi-
lidade dolorosa (registro do limiar e tolerância à dor à pressão)
entre os grupos (p<0,0001). Veriicou-se diferença signiicativa
(p<0,0001) na amplitude de dor à pressão para cada um dos 18
pontos identiicados pelo ACR entre o grupo síndrome da i-
bromialgia e o grupo controle, com maior amplitude de dor à
pressão no grupo controle. Foi encontrada forte correlação entre
a amplitude de dor à pressão com o registro do limiar (r=0,8334,
p<0,0001) e a tolerância à dor à pressão (r=0,8387, p<0,0001)
no grupo ibromialgia.
CONCLUSÃO: A amplitude da percepção de dor na sín-
drome da ibromialgia é extremamente baixa quando com-
parada com controles saudáveis. Portanto, sugere-se que essa
relação poderia ser utilizada como um componente adicional
para avaliar as perturbações na percepção da dor e determinar
o intervalo aceitável de um estímulo doloroso que indivíduo
pode suportar.
Descritores: Dor musculoesquelética, Fibromialgia, Mensura-
ção da dor, Mulheres, Percepção da dor.
ORIGINAL ARTICLE
DOI 10.5935/1806-0013.20140056