IV Mostra Interna de Trabalhos de Iniciação Científica do Cesumar ISBN 978-85-61091-01-9 CESUMAR – Centro Universitário de Maringá Maringá – Paraná - Brasil PAULO DE TARSO: A EDUCAÇÃO NO CRISTIANISMO PRIMITIVO Lorena Munhoz da Costa 1 ; Reginaldo Aliçandro Bordin 2 RESUMO: O presente trabalho objetiva estudar a educação cristã do primeiro século a partir dos escritos de Paulo de Tarso. Este passou de perseguidor da Igreja a apóstolo, pregador e fundador das primeiras comunidades cristãs. Apesar da rígida educação judaica que recebera e o contexto helênico de sua época, Paulo negou qualquer influência da cultura clássica sobre seus ensinamentos. Através de suas cartas, pretendia suprir as necessidades concretas existentes nas comunidades, utilizando-se de um vocabulário simples e familiar. A proposta de Paulo para a formação do homem cristão baseava-se na imitação de Jesus Cristo. O estudo de suas cartas contribui para a compreensão das origens do Cristianismo e de suas propostas para a organização de um novo modelo de sociedade, que, nos seus fundamentos pedagógicos, institucionais ou teológicos tiveram alcance universal e continuam a influenciar a sociedade nos dias atuais. PALAVRAS-CHAVE: Cristianismo Primitivo; Educação; Paulo de Tarso. INTRODUÇÃO Esta pesquisa propôs-se a investigar a educação cristã no primeiro século do Cristianismo, com base nos textos de Paulo de Tarso, que passou de perseguidor da Igreja a apóstolo, pregador e fundador das primeiras comunidades cristãs. Paulo nasceu no início da era cristã, por volta de 5-10 d.C, em Tarso, na Cilícia, província romana e grande centro cultural, filosófico e econômico. Usufruiu de uma condição social privilegiada, devido à cidadania romana. Formou-se em Jerusalém, onde recebeu uma educação rigidamente judaica, baseada na interpretação da lei e nas Escrituras de Israel em geral (KOESTER, 2005b). O ambiente em que Paulo cresceu e educou-se – a diáspora judaica – o influenciou na apropriação da língua grega e de elementos presentes da corrente filosófica originada por Zenão, o Estoicismo (KOESTER, 2005b). No entanto, declarou que o Evangelho, por ele ensinado, não provém de homens, mas da revelação de Deus (Gl 1-11-12). Portanto, negou qualquer influência da cultura clássica sob sua mensagem. Resquícios do movimento chamado helenismo, caracterizado pela propagação da cultura grega, bem como sua língua e educação, pelos territórios conquistados por Alexandre Magno, continuaram presentes por muitos séculos após o seu fim. O cristianismo foi visto como uma religião helênica, visto que surgiu no princípio do período imperial romano. Paulo que nasceu nesse contexto, possuía fortes traços dessa cultura em sua história e educação (KOESTER, 2005a). Os dois nomes por que Paulo foi chamado – Saulo e Paulo – revelam sua origem na diáspora judaica e dupla influência cultural, visto que era comum, entre os judeus da diáspora, acrescentar o nome greco-romano ao nome judaico. Paulo mostrava zelo pelas tradições religiosas e éticas do judaísmo. Seu apreço pela lei levou-o a se tornar um perseguidor assíduo dos seguidores de Jesus Cristo (BARBAGLIO, 2001). 1 Acadêmica do Curso de Psicologia do Centro Universitário de Maringá – CESUMAR, Maringá – PR. Programa de Iniciação Científica do Cesumar(PICC). lo_munhoz@yahoo.com.br 2 Orientador e Docente do Centro Universitário de Maringá – CESUMAR. rabordin@uol.com.br IV Mostra Interna de Trabalhos de Iniciação Científica do Cesumar 20 a 24 de outubro de 2008