The Book of Heritage Vs Tourism International Point of View – Volume 2 ______________________________________________________________ The produced texts are of each author responsibility. Os textos são da responsabilidade de cada autor. 1 1. Introdução/ Introduction: No âmbito da relação entre estes dois temas, PATRIMÓNIO (não só o histórico) e TURISMO, podemos dizer que o alojamento assume grande relevância na área do turismo. Em 2013, 75% dos turistas de Lisboa alojaram-se em Hotéis ou similares, 10% em Hostes, 8% em casas particulares e de amigos e 3% em alojamentos. A procura dos alojamentos tem incidência na reabilitação de apartamentos e de edifícios e pode, por isso, ter uma influência positiva no aumento da empregabilidade, quer na indústria da Construção, quer na indústria do turismo, sendo que esta, a nível da empregabilidade se situa, actualmente, nos 8 e 9 %, e o seu peso no PIB ronda os 10% com tendência para crescer. No entanto, deve ser levantada uma questão – a da pressão do turismo para o futuro - pois o crescimento da procura pode levantar o problema da sua sustentabilidade face ao excesso de turistas, fundamentalmente no turismo urbano, pois, até 2050 prevê-se que a população nas cidades atinja 66% da média a nível global, com as cidades a sofrerem a pressão das suas populações e a pressão turística resultantes da competição entre cidades. E esta pressão tem dois aspectos a considerar – um positivo a nível das receitas e da internacionalização, que o país tanto precisa, e outro negativo pelas pressões que podem causar a Indústria do Turismo e a Indústria da Construção e estas pressões perspectivadas no futuro exigem um planeamento urbano e uma gestão adequados (e diria também a gestão conjunta dos Municípios e da Industria Privada) das CIDADES e da sua sustentabilidade, no sentido de dar resposta aos problemas que se levantam perante um crescimento tantas vezes disperso, desorganizado e insustentável. E é preciso ter presente que as cidades ocupam cerca de 2% da superfície total do Território, com uma concentração de mais de 50% da população mundial, consomem cerca de 75 % de energia global, fundamentalmente derivada de combustíveis fósseis e produzem cerca de 80% de dióxido de carbono. Só os edifícios produzem grosso modo cerca de 30% desse gás de efeito de estufa, para além do consumo excessivo de recursos e da grande produção de resíduos, representando uma enorme carga para o ambiente. Os modelos das actuais cidades estão esgotados e é necessário e urgente encontrar outros modelos sustentáveis, com soluções para a resolução dos problemas da energia e da mobilidade, da poluição, da gestão de resíduos e da sustentabilidade ambiental. A Cidade deve diversificar a sua oferta no sentido de aumentar a qualidade de vida das pessoas, para que se sintam bem, para que possam ter melhores oportunidades quanto à