VII CONGRESSO INTERNACIONAL DE ENSINO DA MATEMÁTICA ULBRA – Canoas – Rio Grande do Sul – Brasil. 04, 05, 06 e 07 de outubro de 2017 Comunicação Científica VII CONGRESSO INTERNACIONAL DE ENSINO DA MATEMÁTICA – ULBRA, Canoas, 2017 REFLEXÕES SOBRE A AVALIAÇÃO DE MATEMÁTICA EM CURSOS SUPERIORES Karly Barbosa Alvarenga 1 Marger da Conceição Ventura Viana 2 Resumo: Em geral, as práticas avaliativas no Ensino Superior são pouco contestadas devido a liberdade na prática educacional que o professor tem nesse nível escolar. Assim, este trabalho tem por objetivo principal apresentar reflexões sobre a avaliação de matemática no Ensino Superior. Para tal elegemos como subsídios teóricos a Teoria das Inteligências Múltiplas e as ideias de uma Educação Matemática Crítica. Tecemos um breve debate sobre o que vem a ser avaliação e como ela pode ser concebida, especialmente, em Matemática. Por fim, apresentamos algumas alternativas de instrumentos avaliativos que possibilitem a completude de um ensino e de uma aprendizagem com fins emancipatórios e críticos. Palavras Chaves: Avaliação. Matemática Crítica. Inteligências Múltiplas Introdução Os profissionais da área de Ciências Exatas, no ensino superior, ainda empregam um sistema avaliativo obsoleto e tradicionalista como tem acontecido desde o século XVI. Para Vieira e Viana: A avaliação tem sido tratada, ao longo dos tempos, principalmente a partir da visão de uma pedagogia tecnicista, assentada sobre as bases lançadas pela psicologia behaviorista que sustenta a Escola dita tradicional que ainda domina o sistema de ensino brasileiro e, consequentemente, sua forma de avaliar (VIEIRA; VIANA, 2006, p.4) Fisher (2007), por meio da análise das práticas avaliativas dos professores de matemática no ensino superior, deixa claro que a prova se constitui, nas falas docentes, como o instrumento mais objetivo, neutro e confiável de avaliar o aluno. Mesmo que alguns não assumam explicitamente, os professores favorecem o ―deslizamento da prática científica para a prática pedagógica da matemática, prevalecendo o discurso científico sobre o discurso pedagógico‖ ( GARNICA, 2001 apud FISHER, 2007), quando concebem que o conteúdo ou a prática ―científica‖ matemática é o que conta para o ensino dessa ciência e o que vai garantir sua aprendizagem. A autora finaliza relatando que (i) a concepção que o professor de matemática tem sobre essa ciência determina suas ações docentes e é determinado por elas; (ii) os professores de matemática ainda refletem, em suas práticas 1 Doutora em Educação Matemática - Universidade Federal de Goiás. karlyba@yahoo.com.br 2 Doutora em Ciências Pedagógicas - Universidade Federal de Ouro Preto. margerv@terra.com.br