XIX Encontro de Zoologia do Nordeste Invertebrados Terrestres 333 ATIVIDADE DE VOO DE ABELHAS XYLOCOPINI (HYMENOPTERA: APIDAE) EM FLORES DE Senna martiana Benth e Poincianella pyramidalis (Tul.) L. P. Queiroz (FABACEAE) EM ÁREAS DE CAATINGA José Rannison Sampaio Xavier¹, Taynara Sales Silva², Aline Candida Ribeiro Andrade e Silva 3 1,2, Universidade Federal do Vale o São Francisco, Campus Ciências Agrárias. E-mail: rannison.xavier@hotmail.com; taynarasaales@gmail.com.br 3 Universidade Federal de São Carlos/UFSCar, Universidade de São Paulo/USP, Cemafauna Caatinga/UNIVASF, campus Ciências Agrárias. E-mail: a.crandrade@usp.br INTRODUÇÃO Na Caatinga, estudos sobre os aspectos faunísticos, ecológicos, comportamentais e filogeográficos das espécies de abelhas ainda são escassos ou fragmentados. Além desses aspectos, é particularmente interessante estruturar-se o conhecimento da fauna da Caatinga a partir dos padrões e processos ecológicos observados, principalmente, em razão da pressão antrópica exercida sobre esse domínio, com registros de ocorrência de perda na diversidade biológica (Castelletti et al. 2003). Neste contexto, estudos sobre a ecologia das abelhas e das interações envolvidas na biologia das espécies são importantes para contribuir com a produção científica da Caatinga. As abelhas do gênero Xylocopa, são abelhas de grande porte, com distribuição pantropical, com voo de longas distâncias, assegurando a polinização cruzada de plantas muito dispersas (Ramalho & Rosa, 2010 apud van der Pijl 1954, Janzen 1983). Em relação às interações polinizador/planta, as espécies vegetais Senna martiana Benth. e Poicianella pyramidalis [(Tul.) L. P. Queiroz] pertencem à família Fabaceae, e apresentam semelhanças relacionadas à morfologia da flor, como, por exemplo, a coloração de suas flores amareladas, com prefloração da corola imbricada ascendente, floridas praticamente o ano inteiro. Sendo assim, o presente trabalho apresenta o comportamento de atividade de voo de abelhas do gênero Xylocopa em indivíduos das espécies S. martiana e P. pyramidalis em áreas com fitofisionomias de Caatinga.