O USO DE ECO-COMPÓSITOS DE MATRIZ POLIMÉRICA COM REFORÇO DE FIBRAS DE ORIGEM CELULÓSICA NO DESIGN DE PRODUTOS COSTA, Pedro Zöhrer Rodrigues da Costa 1 , PEREIRA, Fernando Reiszel 2 1 Doutorando pela Universidade do Estado Do Rio de Janeiro (Brasil) 2 Professor Doutor pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Brasil) Resumo Desenvolvimentos de eco-produto feitos de eco-compósito com matriz de polímeros de origem vegetal ou sintética com reforço de fibras celulósicas virgens ou a partir de resíduos de pós consumo ou pré consumo com o objetivo de proporcionar um conjunto de atividades práticas e agradáveis ao estudante fazendo uso de uma metodologia simples, com recurso de registro e análise de imagens e da descrição objetiva de dados coletados. O caráter prático exploratório foi o principal motivador educacional, passando a proporcionar aos jovens designers, o uso de metodologia cientifica de caráter observacional e experimental,fazendo-os refletir de maneira crítica sobre o resultado dos experimentos e a importância de um método cientifico, abordando conceitos e conhecimentos de disciplinas diversas como: materiais e processos de fabricação, metodologia, física, química, informática , ergonomia e eco design. Palavras-chave: Eco-Design, educação, materiais e processos de fabricação, eco-compósito, resíduos, reciclagem química, iniciação científica. 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho faz parte de uma pesquisa em andamento da tese de Doutorado com título provisório "Análise de usabilidade de eco-compósitos do tipo reforço olignocelulósico com matriz polimérica termoplástica reciclada quimicamente”. Este artigo apresenta uma retrospectiva das atividades desenvolvidas pelos alunos de Desenho Industrial do 3º, 5º e 6º períodos, respectivamente nas disciplinas de Projeto I, Processos de fabricação I e Oficina II desenvolvidos no Centro Universitário da Cidade, “UniverCidade”, no Rio de Janeiro, para o desenvolvimentos de eco-produtos feitos com eco-compósito de matriz biopolimérica e reforço de fibras de celulose virgem, de pré- consumo e pós-consumo que se desenvolveram do ano de 1997 até 2003 e depois de 2007 até 2013 . Em uma primeira fase foi adotado um eco-compósito de características únicas, que fazia uso de matérias primas vinda de 100% fontes renováveis, sendo a matriz biopolimérica oriunda de resinas e óleos vegetais ou cerâmica de polímeros a base de silicatos modificados, sendo o reforço de material de origem celulósica obtidas do descarte de papéis, papelões ou jornais e sendo que quando falamos em forma virgem da celulose nos referimos a placas de cartão couro e papelão já processados industrialmente não sendo de descarte. O eco-compósito tem patentes de invenção PI97049921 e PI98032640 onde a primeira remonta o ano 1997. O eco-compósito batizado de Zorite tinha passado por alguns poucos testes de caracterização no Instituto de Macromóléculas (IMA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e no Instituto Tecnológico da PUC-Rio (ITUC) e esse aspecto levou os alunos a usar de uma avaliação organoléptica como ponto principal para explorar os aspectos estéticos e técnicos do novo material, cujas propriedades químicas e físicas resultavam de ótima usabilidade como: fácil processabilidade, flexibilidade de formulação, baixa temperatura de polimerização, baixa ou ausência de emissão de gases tóxicos e versatilidade na obtenção de