METODOLOGIAS ATIVAS: DO QUE ESTAMOS FALANDO? BASE CONCEITUAL E RELATO DE PESQUISA EM ANDAMENTO Henrique Martins Rocha prof.henrique_rocha@yahoo.com.br AEDB & UERJ Washington de Macedo Lemos washington.lemos@terra.com.br AEDB RESUMO O presente artigo apresenta os principais conceitos, ferramentas e métodos das denominadas Metodologias Ativas e a aplicação das mesmas no curso de Engenharia de uma Instituição de Ensino Superior privada do estado do Rio de Janeiro. Após a fundamentação teórica, são descritas as ferramentas e técnicas aplicadas, apresentando, ainda, os resultados iniciais de tal processo. Ainda que seja uma pesquisa em andamento, os resultados e achados da mesma atestam as vantagens em termos de engajamento (acima de 80%), desempenho acadêmico (notas abaixo de 5,0 passaram de 60% para 8%) e satisfação dos alunos envolvidos quando comparado com os métodos tradicionais de ensino. Palavras-Chave: Metodologias Ativas; Sala de aula invertida; Ensino; Aprendizado. 1. INTRODUÇÃO Ao longo das últimas décadas, é crescente a percepção difundida entre os professores de que os alunos estão cada vez menos interessados pelos estudos e reconhecendo menos a sua autoridade e, desta forma, a mera transmissão de informação sem a adequada recepção não caracterizaria um eficiente e eficaz processo de ensino-aprendizado (SANTOS; SOARES, 2011). Segundo os autores, a evolução tecnológica, junto às mudanças sociais, faz com que a organização escolar atual não atenda à necessidade real dos alunos, provocando falta de interesse pela escola, pelos conteúdos e pela forma como os professores conduzem suas aulas. Algumas instituições de ensino buscam minimizar tais lacunas, adotando novas formas de ensino-aprendizagem e de organização curricular, na perspectiva de integrar teoria/prática, ensino/serviço, com destaque para as metodologias ativas de aprendizagem (MARIN et al., 2010), as quais buscam favorecer a motivação autônoma e “têm o potencial de despertar a curiosidade, à medida que os alunos se inserem na teorização e trazem elementos novos, ainda não considerados nas aulas ou na própria perspectiva do professor” (BERBEL, 2011, p.28). Segundo a autora, o professor atuaria, nesse caso, como facilitador ou orientador para que o estudante pesquise, reflita e decida o que fazer para atingir os objetivos de aprendizado estabelecidos, ou seja, “desenvolver o processo de aprender, utilizando experiências reais ou simuladas, visando às condições de solucionar, com sucesso, desafios advindos das atividades essenciais da prática social, em diferentes contextos” (BERBEL, 2011, p.29). Destaca-se, no Brasil, a criação de um consórcio formado entre 11 Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras e o LASPAU, departamento filiado à Harvard University (EUA) dedicado à América Latina e Caribe, cujo objetivo é o de trazer e disseminar tais