4º CILASCI Congresso Ibero-Latino-Americano sobre Segurança contra Incêndio Recife, Pernambuco, Brasil, 09 a 11 de Outubro de 2017 637 TRAJES PARA COMBATE A INCÊNDIOS E O CONFORTO TÉRMICO: UM ESTUDO COMPARATIVO Cristiano Corrêa Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco Recife - PE, Brasil José Júnior Bezerra Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco Recife - PE, Brasil José J. Rêgo Silva Universidade Federal de Pernambuco Recife - PE, Brasil Tiago A. C. Pires Universidade Federal de Pernambuco Recife - PE, Brasil Hellykan Berlie Universidade Federal de Pernambuco Recife - PE, Brasil Roberto R. de Menezes Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco Recife - PE, Brasil Palavras-chave: Equipamentos de Proteção Individual; Trajes de Combate a Incêndios; Proteção em Incêndios. 1. INTRODUÇÃO A atividade de combate aos incêndios remonta a própria conquista do controle e manipulação do fogo, sendo imprecisa a origem exata da função de Bombeiro[1], contudo inegavelmente os profissionais que se dedicam a tal função, além de ferramentas e treinamento, necessitam de trajes protetivos adequados[2][3], haja vista que fluxo de calor e temperatura são duas das caracterisiticas do incêndio que influenciam diretamente na saúde dos bombeiros (Lawson, 2009). O desenvolvimento destes trajes tem sido matéria de pesquisas e estudos, no aperfeiçoamento dos seus processos produtivos e adaptabilidade do seu uso, as diversas condições extremas vivenciadas em incêndios [4]. Muitos são os fabricantes de trajes de combate a incêndio e inúmeros os modelos, porém no Brasil dois grandes grupos podem ser vistos. O primeiro de origem ou estilo ‘Americano’, baseado nos trajes utilizados na América do Norte e o segundo de estilo ‘Europeu’, refletindo os trajes em uso na Europa Ocidental, sobretudo. Existe então uma necessidade de se optar por um destes estilos (Americano ou Europeu), sendo o conforto térmico uma característica primordial para esta escolha. Então visando comparar com números reias a diferença de ambos os trajes, o artigo apresenta os resultados preliminares de ensaios de ‘incêndio real’, repetido por 04 (quatro) vezes, em um mesmo ambiente físico, com a mesma carga-incêndio e com procedimento análogo, onde em duas oportunidades os bombeiros trajavam um dos dois ‘tipos de trajes’. Foram monitoradas as temperaturas no ambiente e no traje (interna e externamente) dos bombeiros, através de termopares tipo K, buscando analisar as qualidades protetivas, quanto a transmissão térmica, dos dois estilos de vestimenta, comparando-se os resultados ao final.