16ª Conferência Internacional da LARES São Paulo - Brasil 13 a 15 de Setembro de 2017 Mercado imobiliário na favela de Paraisópolis: aproximando-se ao mercado formal João F. P. Meyer 1 , Emílio Haddad 2 , Caio Santo Amore 3 , Maria de Lourdes Zuquim 4 , Gustavo M. Santos 5 , Ariadne Paulo Silva 6 , Ângela Luppi Barbon 7 , Rodrigo Minoru 8 1 Universidade de São Paulo - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – FAUUSP Rua do Lago, 876 - Butantã, São Paulo - SP, 03178-200, Brasil joaomeyer1@yahoo.com.br 2 FAUUSP, emhaddad@usp.br 3 FAUUSP, caiosantoamore@gmail.com 4 FAUUSP, mlzuquim@usp.br 5 FAUUSP, gustavomarques_santos@hotmail.com 6 FAUUSP, ariadnepsilva@hotmail.com 7 FAUUSP, albarbon@uol.com.br 8 FAUUSP, rodrigohayakawa@gmail.com RESUMO Paraisópolis, segunda mais populosa favela de São Paulo, com 17 mil domicílios, está incrustrada em uma região com predominância de ocupação residencial de alto e médio padrão - o bairro do Morumbi. Em 2005/2006, seu mercado imobiliário residencial fez parte de uma pesquisa empírica em oito capitais brasileiras, coordenada pelo Prof. Pedro Abramo, da UFRJ. Em 2016, um grupo de pesquisadores da FAU-USP retornou à área para avaliar o que mudou nesse mercado, no período de dez anos, em que a região recebeu investimentos públicos consideráveis em infraestrutura e habitação. A nova pesquisa contou com auxílio financeiro do Lincoln Institute of Land Policy e identificou preços, características dos imóveis e nível de atividade do mercado residencial nesta favela. A dificuldade de registro da localização dos imóveis, identificada ainda no primeiro estudo, foi parcialmente superada com a utilização nessa vez do aplicativo “Memento Database”, que além das informações verbais armazenava em tempo real as coordenadas geográficas e, quando autorizado pelos entrevistados, imagens do imóvel. No caso dos conjuntos residenciais públicos, executados nestes dez anos, optou-se por captar a atividade do mercado indiretamente, comparando o tempo de moradia da família no imóvel com a data de entrega do empreendimento; de modo a evitar uma subenumeração, já que a comercialização destes imóveis pelo beneficiário original é formalmente proibida. Nos demais casos todo o território foi percorrido e 524 imóveis disponíveis para venda ou locação e vendidos ou locados nos seis meses anteriores à pesquisa foram identificados e qualificados. Foi verificada a presença de novos agentes: intermediários e investidores; com quem foram realizadas entrevistas semiestruturadas ao lado de compradores, vendedores, locadores e locatários. Este conjunto de dados permite afirmar que o mercado imobiliário residencial em Paraisópolis parece cada vez mais próximo das práticas e dinâmicas dos mercados dito “formais”. Palavras-chave: Paraisópolis, favelas, mercado residencial, pesquisa de preços.