80 A AULA: O ATO PEDAGÓGICO EM SI Robson Alves dos Santos Edson do Carmo Inforsato Departamento de Didática, Faculdade de Ciências e Letras – UNESP – Araraquara Sonhamos com uma escola que, sendo séria, jamais vire sisuda. A seriedade não precisa de ser pesada. Quanto mais leve é a seriedade, mais eficaz e convincente é ela. Sonhamos com uma escola que, porque séria, se dedique ao ensino de forma competente, mas, dedicada, séria e competentemente ao ensino, seja uma escola geradora de alegria. O que há de sério, até de penoso, de trabalhoso, nos processos de ensinar e aprender, de conhecer, não transforma este quefazer em algo triste. Pelo contrário, a alegria de ensinar e aprender deve acompanhar professores e alunos em suas buscas constantes. Precisamos é remover os obstáculos que dificultam que a alegria tome conta de nós e não aceitar que ensinar e aprender são práticas necessariamente enfadonhas e tristes. Paulo Freire Para pensarmos em uma melhoria da qualidade de ensino em nosso país, antes de dis- cursos teóricos que, simplesmente, afugentam a prática e não constituem um caminho para a práxis, faz-se urgente repensar a estrutura da aula, ato pedagógico e momento de desenvol- vimento de aprendizagem. Buscar entender a aula é, acima de tudo, refletir sobre os espaços onde ela acontece. Na educação atual, salvas pequenas exceções, as aulas acontecem nas salas de aula, espaços limitados e limitadores, herméticos, fechados em um cômodo que foi construído ou adapta- do para este fim. Primeiro engano! Se levarmos em conta que sala de aula pode ser chamada de espaço de aprendizagem, precisamos repensar sua estrutura física também. Sala de aula como espaço de aprendizagem será todo o espaço físico onde ocorre a aprendizagem.