O RIO ENTRE A MONTANHA E O MAR: As práticas paisagísticas na construção da Paisagem Cultural Carioca FERREIRA, ALDA A. (1); NÓBREGA, CLÁUDIA C. L. (2) 1. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Programa de Pós-Graduação em Arquitetura (PROARQ- FAU-UFRJ) Av. Nossa Senhora de Copacabana, nº 40/ apt 801 Leme / RJ. aldazevedo@yahoo.com.br 2. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Programa de Pós-Graduação em Arquitetura (PROARQ- FAU- UFRJ); Departamento de História e Teoria (DHT) Rua Barão da Torre, 436/apt. 302. Ipanema- RJ. claudiaclnobrega@gmail.com RESUMO Em 2012, o sítio da cidade do Rio de Janeiro recebeu o título de Paisagem Cultural da UNESCO. Apesar do Comitê Técnico de Candidatura Brasileiro ter a justificado através de critérios que enfatizavam o trabalho de paisagistas como Auguste François-Marie Glaziou e Roberto Burle Marx; pelo desenvolvimento da arquitetura ou da tecnologia, das artes monumentais, do planejamento urbano ou da criação de paisagens; e pelos aspectos imateriais de suas tradições, o Comitê do ICOMOS elegeu o sítio baseado em critérios vão além das questões de cognição individual, reconhecendo o trabalho social na construção do lugar, além de julgarem o valor excepcional das suas qualidades naturais. O artigo assim objetiva discutir a construção do sítio carioca por suas práticas paisagísticas. Com isso, refletiu-se que, em termos de paisagismo, a relação de fato não é fruto do “gênio criativo humano”, ratificando a percepção dos especialistas do ICOMOS, e se deu entre a noção ativa dos paisagistas como produtos da história do campo social e das experiências acumuladas no curso de suas trajetórias individuais, em confronto com o meio ambiente, cuja matriz cultural teria seu princípio na educação (socialização). Palavras-chave: Paisagem Cultural; Paisagismo; Habitus.