1 Custeio Baseado em Atividade e Tempo (TDABC): Estudo de Caso em uma Empresa de Serviços de Transporte de Cargas da Serra Gaúcha Kauey Marin, Diego Luís Bertollo, Joel Borges Domingues, Alex Eckert RESUMO O presente estudo tem como objetivo a implantação de um sistema de custos para uma empresa prestadora de serviços de transporte, que atualmente utiliza das ferramentas contábeis para fins fiscais e não para gestão de custos. O método de custeio proposto é o time- driven activity-based costing, ou simplesmente custeio TDABC. O objetivo da investigação é responder a seguinte questão de pesquisa: A viabilidade de aplicação do método de custeio TDABC em uma empresa de transporte de cargas de longas distâncias aplicado de forma departamentalizada. Para responder a essa pergunta elaborou-se uma pesquisa bibliográfica, por meio da utilização de softwares de busca, e foram reunidos relatórios contábeis e gerenciais da empresa para a organização dos seus dados, além de entrevistas junto aos gerentes. Ao longo do desenvolvimento do trabalho, observou-se que o método TDABC propõe uma equação simples, mas que o nível de detalhamento das atividades pode comprometer a praticidade de sua aplicação, com isso exigindo um certo grau de objetividade na determinação das atividades mais relevantes. O estudo levou em consideração a aplicação do método, onde foi possível determinar a ociosidade do sistema a partir do conhecimento da capacidade teórica e prática. Palavras-chave: Contabilidade de Custos. TDABC. Transporte de cargas. 1 INTRODUÇÃO A escolha do método de custeio TDABC, fez-se a partir de uma revisão na literatura, a fim de identificar quais métodos se fariam mais viáveis para aplicação em uma empresa de transportes logísticos. Nisto, colabora Novaes (2016), nos trazendo a consideração de que “devido à complexidade das operações logísticas na cadeia de suprimentos, os métodos tradicionais de cálculo de custos deixam a desejar. ” O autor propõe a metodologia do custeio ABC, como uma alternativa que apresenta bons resultados em operadores logísticos. Acerca do método estimado por Novaes (2016), Wernke et al. (2010; 2012), verificam ser procedente a alegada superioridade do TDABC em relação ao ABC, defendida por Kaplan e Anderson (2007). Porém, apenas quanto à facilidade de implementação e à possibilidade de mensurar a capacidade ociosa. Ressalvam ainda, que esses aspectos positivos não compensam a queda na qualidade da informação pelo aumento da subjetividade dos valores apurados para cada atividade. Como argumento, citam que, especialmente em ambientes onde são imputadas atividades mais numerosas e complexas, como o de manutenção de uma transportadora, o TDABC não irá eliminar a subjetividade do ABC. Quanto a modernidade do método, Barros e Simões (2014), afirmam que a nova abordagem TDABC apresenta-se, como uma das propostas de custeio mais avançada atualmente, oferecendo um modelo simples, de baixo custo de implantação e mais poderoso do que o seu antecessor, o método ABC. Eckert et al. (2012), exemplificam que, o método de Custeio Baseado em Atividade e Tempo, originalmente conhecido como Time-Driven Activity-Based Costing (TDABC), ou simplesmente ‘tempo como direcionador do custo das atividades’, utiliza a variável tempo como direcionador dos custos dos recursos, e apontam que, ele é, na verdade, o Activity-Based