21 Museus, coleções e cientistas: interdisciplinaridade, trocas e intercâmbios na América do Sul (séc. XIX) Daniel Barbier 1 Diego Lemos Ribeiro 2 Introdução A museóloga Maria Cristina Bruno (2006, p.119), ao refletir sobre os caminhos para a administração dos indicadores da memória, pensa nos museus como esses lugares únicos da paisagem humana construída, sendo possuidores de "uma longa trajetória de cumplicidade com as sociedades ao longo do tempo e nas distintas regiões do mundo" e nos brinda com uma síntese fundamental sobre os processos museológicos ao longo da história: As instituições museológicas são, sem dúvida, o tempo e o espaço que as sociedades têm construído para a preservação das suas representações, para a celebração em torno dos reflexos dos seus olhares sobre a realidade e, em especial, os abrigos dos seus indicadores de memória. (BRUNO, 2006, p. 121) 1 Historiador, mestrando pelo PPG em Memória Social e Patrimônio Cultural/ICH/UFPel 2 Museólogo, doutor em Arqueologia pela USP, professor do Departamento de Museologia, Conservação e Restauro da UFPel