Jogo de Titular: questões de gênero em memoriais acadêmicos de titularidade de antropólogas (USP/UNICAMP, 2000-2015) 1 Wilton C. L. Silva (UNESP, Campus de Assis / São Paulo) 2 Memoriais acadêmicos, gênero, antropólogas. Introdução O estudo das narrativas de vida de educadores e educadoras tem sido abordados por uma extensa diversidade de entradas e terminologias de pesquisa, sintoma de uma flutuação terminológica em torno das histórias e relatos de vida, biografias e autobiografias que refletem a riqueza e a dificuldade de se expressar distintas vivências e temporalidades. Buscamos estudar, a partir de memoriais acadêmicos, relatos críticos de trajetória cultural e intelectual de mulheres enquanto docentes universitárias, a partir deste desse documento que exigido em concursos públicos de progressão de carreira mostrasse tanto um produto técnico-burocrático quanto um exercício de rememoração, representando a memória individual de uma carreira profissional e ao mesmo tempo um vestígio da memória institucional do ensino superior no país. Memorial acadêmico: memória institucional e memória individual . O tipo de escrita autorreflexiva que caracteriza o memorial, mesmo delimitado por determinações burocráticas dos editais, que buscam a homogeneização, a racionalização e a formatação em padrões institucionais, enquanto narrativa autobiográfica se traduz em rico material para reflexões sobre os ethos discursivos de cada campo profissional, as práticas da profissão docente, os relacionamentos intragrupos (com os pares), as relações 1 Trabalho apresentado na 31ª. Reunião Brasileira de Antropologia, realizada entre os dias 09 e 12 de dezembro de 2018, Brasília/DF. 2 A presente comunicação faz parte de pesquisa que recebe recursos de Bolsa de Auxílio Regular FAPESP, Proc. 2016/19014-0.