ARTIGOS VARIADOS Memórias de leitura e formação de professores: considerações sobre a apropriação da fala do outro Ana Lúcia Guedes-Pinto* Introdução: o porquê de uma releitura Este artigo foi escrito, inicialmente, para ser apresentado no XV Congresso Internacional de História Oral que ocorreu no México, na cidade de Guadalajara, em 2008. 1 No entanto, por conta de questões pessoais, não pude participar do evento, apenas enviei o texto para os anais. Dessa forma, a discussão em torno do recorte escolhido para problematizar a relação entre entrevistador e entrevistado na perspectiva teórico-metodológica da história oral (HO) não pôde ser feita. Na ocasião fquei frustrada por não ter podido estar presente ao debate da sessão de comunicação e perdido a oportunidade de compartilhar o trabalho. Além disso, o ponto focado – a apropriação da fala do outro – tem sido um tema frequente nos encontros dos grupos de pesquisa dos quais participo e nas aulas sobre metodologia de pesquisa que ministro; diversas foram as vezes em que o assunto veio à tona. Assim cons- tituiu-se a motivação de retomar o texto escrito em 2008 e revisitá-lo depois de passados sete anos, na expectativa de trazer mais um ponto para debate. * Professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), líder dos grupos de pesquisa Aula – Trabalho Docente na Formação Inicial e Letramento do Professor. E-mail: alguedes@mpc.com.br. 1 O trabalho foi assim intitulado: Contribuciones de la historia oral en la investigación acerca de la for- mación de profesores y sus memorias de prácticas de literacidad (letramento en Brasil): apuntes sobre la apropiación del discurso del otro.