XXVIII Congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música – Manaus - 2018 Mudando o objeto mais uma vez: um modelo possivel de analise morfologica MODALIDADE: COMUNICAÇÃO SUBÁREA: TEORIA E ANÁLISE Valério Fiel da Costa Universidade Federal da Paraíba – fieldacosta@gmail.com Luã Nóbrega de Brito Universidade Federal da Paraíba – luabritogt@gmail.com Matteo Ciacchi Universidade Federal da Paraíba – ciacchi.matteo@gmail.com Resumo: A partir da abordagem do fenomeno musical proposta por Cook em seu artigo Changing the Musical Object, no qual o objeto da música seria a performance da obra e não a sua idealização em partitura e da sugestão de que o registro fonografico seria mais eficaz enquanto mote de analise, sugerimos que uma metodologia analtica voltada para a morfologia da obra enquanto acontecimento não deveria restringir-se a versoes consagradas e/ou autorizadas, mas a qualquer tipo de fenomeno sonoro. Apresentamos como ilustração um modelo de analise que pretende relevar o percurso que levou a produção de determinada sonoridade. Palavras-chave: Morfologia musical. Nicholas Cook. Nova musicologia. Analise morfológica. Musica enquanto performance. Changing the Musical Subject Once More: a possible model of morphological analysis Abstract: From the approach of the musical phenomenon proposed by Cook in his article Changing the Musical Object, in which the object of the music would be the performance of the work and not its idealization in a score, and from the suggestion that the phonographic record would be more effective as an analytical basis, we suggest that an analytical methodology focused on the morphology of the work as a happening should not be restricted to consecrated and / or authorized versions, but to any type of sound phenomenon. We present as an illustration a model of analysis that intends to highlight the course that led to the production of a certain sonority. Keywords: Musical morphology. Nicholas Cook. New musicology. Morphological analysis. Music as performance. 1. Introduco Para Nicholas Cook no seu texto celebre Changing the Musical Object, seria “um fato simplesmente estatstico o de que, para a maior parte das pessoas no mundo, música significa performance, ao vivo ou gravada, e não partituras” (COOK, 2009, p. 775). O musicólogo americano Richard Taruskin vai mais alem ao considerar a atitude academica que exacerba o papel do compositor frente ao fenomeno musical de “falacia poietica”, definida como “a convicção de que o que interessa mais (ou, de maneira mais enfatica, de que tudo que interessa) em uma obra de arte e a sua feitura, o input do criador”, uma atitude 1