236 | 16. DESENHO E PRÁTICAS ARTÍSTICO/EDUCATIVAS: UM DIÁ- LOGO ENTRE TEORIAS E PRÁTICAS EMANCIPATÓRIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE ARTES VISUAIS Flávia Maria de Brito Pedrosa Vasconcelos 1 RESUMO Este trabalho pretende rever o espaço do Desenho e das práticas artístico/educativas na formação de professores de Artes Visuais. Para tal, revisa considerações obtidas por meio da inves- tigação doutoral realizada na área de Arte/Educação na Universidade do Porto, em que me centrei em um diagnóstico das ênfases do discurso em teorias e práticas do ensino do Desenho no Brasil e em Portugal. Considero a experiência docente em nível universitário em Artes como um território no qual estratégias e metodologias de ensino influenciam a construção da didática e o constituir-se em apropriações da produção artística, da pesquisa e do exercício pedagógico. Dessa forma, in- terpreto as tensões e os desvios que a Ocidentalização e a Europeização traduzem como sistemas que influenciam contemporaneamente saberes e fazeres na formação de professores de Artes glo- balmente. Por conseguinte, questiono estes sistemas, seus paradigmas e exponho a necessidade da promoção de olhares contextualizadores em que Arte, Cultura, História e Ensino Artístico sejam pontes que se encontram em currículos e experiências de ensino/aprendizagem. Portanto, com- preendo a urgência de diálogos efetivos entre teorias e práticas, que tragam na formação docente em Artes Visuais da América Latina a amplitude emancipadora em práticas artístico/educativas cog- nitivas, criativas, expressivas, críticas e agonísticas. Palavras-chave: formação de professores de Artes Visuais, Desenho, Artes Visuais, práticas artís- tico/educativas, emancipação. 1. Da necessidade de se rever a experiência como processo contínuo de forma- ção em Artes 2 TXH VLJQLソFD HQWHQGHU H XWLOL]DU SROLWLFDPHQWH D H[SHULrQFLD QR FRQWH[WR da formação docente em nível pré-universitário e universitário? Destaco que se consubstancia como um passo adiante a um processo de compreensão de que formação é uma constante e não é reduzida a realização de XP FXUVR SULQFLSDOPHQWH TXDQGR VH SHQVD H VH UHタHWH VREUH R HQVLQRDSUHQGL- zado em contextos diversos em que não apenas o tempo mas a diversidade das LQWHUDo}HV VRFLRFXOWXUDLV UHタHWH 1 - Doutora em Educação Artística – Universidade do Porto. Docente do Colegiado de Artes Visuais. Líder Grupo de 3HVTXLVD 0XOWL ,QWHU H 7UDQV HP $UWHV イ 0,7$ イ &134 /tGHU 5HGH GH 3HVTXLVD HP 'HVHQKR H 3URFHVVRV &RJQLWLYRV イ 5('( 8QLYHUVLGDGH )HGHUDO GR 9DOH GR 6mR )UDQFLVFR イ 81,9$6) チDYLDSHGURVD#XQLYDVIHGXEU