O PROBLEMA DO REDUCIONISMO CIENTÍFICO: UMA REFLEXÃO A PARTIR DA SOCIOLOGIA Almir de Oliveira Junior 1 RESUMO: O objetivo do presente artigo é iniciar uma discussão sobre teoria social geral como um campo ainda pouco explorado pela crítica cristã. Mesmo sendo a principal abordagem das ciências sociais no século XX, a visão estruturalista da sociedade apresenta uma concepção pobre da condição humana. Para mostrar isso, as noções de sociedade e cultura são analisadas de acordo com o pensamento dos principais autores do estruturalismo: Durkheim, Marx, Parsons e Lévi-Strauss. Então se faz uma crítica à suposta autonomia das ciências sociais em relação a pressupostos de natureza transcendental, buscando-se explicitar o irremediável reducionismo contido na cosmovisão da teoria social tradicional, da forma apresentada nos trabalhos desses autores. PALAVRAS-CHAVE: teoria social; epistemologia; crítica cristã. ABSTRACT: The purpose of the present article is to start a discussion on general social theory as a field not yet much explored by Christian criticism. In despite of being the main approach of the social sciences in the 20 th century, the Structuralism view of society presents a poor conception of the human condition. To show this, the notions of society and culture are analyzed into the though of major authors of Structuralism: Durkheim, Marx, Parsons and Lévi-Strauss. Then a critique to the supposed autonomy of social sciences concerning transcendental presuppositions is asserted, trying to make explicit the irremediable reductionism of traditional social theory worldview as it is presented by the work of these thinkers. KEY-WORDS: social theory; epistemology; Christian criticism. 1 Doutor em Ciências Humanas - Sociologia e Política, pela Universidade Federal de Minas Gerais. Foi professor da Faculdade Evangélica de Teologia de Belo Horizonte de fevereiro de 2003 até dezembro de 2006. A inspiração para escrever o artigo surgiu nas aulas de Antropologia Cultural (o autor tem muito que agradecer aos alunos pelas discussões). Muitas contribuições vieram do colega Guilherme Vilela Ribeiro de Carvalho.