A URBANIDADE DA PRAÇA EUFRÁSIO CORREIA EM CURITIBA Rodolfo Marques Sastre MsC, Universidade Positivo, Professor Adjunto rodolfo.sastre@uol.com.br RESUMO Desde meados do século XX a preocupação com a vida nas ruas e a qualidade dos espaços urbanos vem sendo tratada com bastante interesse pelos arquitetos e urbanistas. Mais recentemente essas preocupações ganharam um maior impulso, inclusive na tentativa de definir um termo que melhor as representasse. Urbanidade, significando gentileza espacial do lugar com as pessoas, seria o termo mais próximo até então para descrever estes estudos. Neste contexto, as regiões centrais, pela confluência de diferentes pessoas nas mais diversas horas do dia são, potencialmente, locais onde o a urbanidade pode aparecer da maneira mais plena. Dentre os espaços possíveis para a análise se escolheu o enfoque nas praças, locais carregados de relações interpessoais em sua essência e definição. No caso aqui proposto, a Praça Eufrásio Correia foi o local selecionado por apresentar uma urbanidade complexa que: se reflete na insegurança do local; se vincula em sua origem ao desenvolvimento da cidade; e é resultante de transformações radicais que ocorreram no seu entorno ao longo do tempo. O trabalho se originou na pesquisa de mestrado tratando do tema sobre Parques de Porto Alegre e da tese de doutorado em desenvolvimento acerca da urbanidade nos eixos estruturais de Curitiba, ambas orientadas pelo prof. Dr. Douglas Aguiar na UFRGS, e, além disso, utiliza-se também, da ainda recente experiência das pesquisas de iniciação científica realizadas desde 2012 na Universidade Positivo acerca do tema. O levantamento do local, a observação do comportamento das pessoas, e o mapeamento das análises acompanhadas de registros fotográficos, materializam a argumentação sobre a relação entre espaço urbano e a urbanidade existente na Praça Eufrásio Correia. Palavras-chave: Praça Eufrásio Correia. Curitiba. Urbanidade. Espaço Público. ABSTRACT Since the mid-twentieth century concern with street life and the quality of urban spaces has been treated with great interest by architects and urban planners. More recently these concerns have returned with greater force, including the attempt to define a term that best represented. Urbanity, courtesy spatial meaning of the place with people, would be the closest term until then to describe these studies. In this context, the central regions, because confluence of different people in various hours of the day are, potentially, where the urbanity may appear as more fully.