ISSN 1980-7856 jan. - jun./2018, num.20, vol.1 PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E INTERCULTURALIDADE Recebido em: 29 ago. 2018. Aprovado em: 08 set. 2018. CANTANDO O MITO: AS MÚLTIPLAS FACES DE TITUBA 1 Amanda L. Jacobsen de Oliveira (UFSM) 2 Anselmo Peres Alós (UFSM) 3 Juliana Prestes de Oliveira (UFSM) 4 Resumo: Uma das percepções investigadas nas teorias feministas é a de que, quando tratamos de relações de poder, torna-se impossível separar, de maneira definitiva, as forças polarizadoras de raça, classe e sexo; daí provém a noção de interseccionalidade. Nesse sentido, este trabalho pretende observar o romance Eu, Tituba, feiticeira... negra de Salém (1986), de Maryse Condé. Uma das três primeiras acusadas de bruxaria nos Salem Witch Trials em 1692, Tituba foi esquecida, apagada pela história e, algumas vezes, pela estória. Maryse Condé dá-lhe espaço e voz para que se percebam as forças que tornam sua protagonista marginalizada. Com esse intuito, voltamo-nos a textos de Helena Hirata, Paola B. M. B. G. Zordan, Maggie Humm, Nubia Hanciau e Ellen H. Douglass, que nos auxiliarão a pensar a condição da mulher marginalizada e a relação dessa personagem em um mundo que a condiciona como feiticeira. Palavras-chave: Tituba; Interseccionalidade; Identidade; Maryse Condé Abstract: One of the perceptions set out in feminist theories is the one that considers that when we deal with power relations it is impossible to separate, definitely, those polarizing forces of race, class and sex. Henceforth the notion of intersectionality. Therefore, this work observes Maryse Condé’s novel: Eu, Tituba, feiticeira… negra de Salém (1986). One of the first three people being accused of witchcraft on the Salem Witch Trials in 1692, Tituba has been neglected and erased from history and, sometimes, from stories. Maryse Condé gives her space and voice to notice the forces that make her protagonist marginalized. For this, we turn to Helena Hirata, Paola B. M. B. G. Zordan, Maggie Humm, Nubia Hanciau and Ellen H. Douglass’s texts, that help us thinking the marginalized woman’s condition and this character’s relation in a world that takes her as witch. Keywords: Tituba; Intersectionality; Identity; Maryse Condé 1 O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001. 2 Doutoranda em Letras (Universidade Federal de Santa Maria). E-mail: amandajacobsen.o@gmail.com. 3 Doutor em Letras (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e professor da Universidade Federal de Santa Maria. E-mail: anselmoperesalos@gmail.com. 4 Doutoranda em Letras (Universidade Federal de Santa Maria). E-mail: jprestesdeoliveira@gmail.com.