HISTÓRIA DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS Desde o primeiro desenho em pedra até a sua grande influência artística: os quadrinhos marcaram história, contando, de uma maneira informal e sempre inovadora, as histórias dos povos, sua cultura, suas paixões, seus ídolos. Formando heróis e estruturando uma intensa crítica social, as histórias em quadrinhos enfrentaram adaptações artísticas, variados formatos, comércio, público, indústria. No Brasil, os quadrinhos lutaram para sobreviver e se destacar no mercado mundial. As histórias em quadrinhos tem muita história pra contar. Com um flash-back pela Antigüidade, podemos pensar que os primeiros homens iniciaram uma fase de contemplação do mundo em que viviam a partir do momento que deram asas à imaginação. A comunicação gráfica pode ter dado os primeiros passos com os desenhos em pedra de animais com seis pernas, dando uma precária (mas perceptível) idéia de movimento. Foi contando histórias que pintavam nas paredes das cavernas - e não é “contar histórias” o que todos os quadrinhos fazem? Os egípcios deram um passo mais convincente, desenvolvendo a primeira forma de linguagem escrita (hieróglifos - forma ordenada de ler através de gravuras). Os artistas egípcios criaram, assim, o conceito de continuidade, agrupando gravuras numa série de composições - de maneira semelhante às HQs. Da mesma forma, os babilônicos representavam, em relevo, esculturas e baixos-relevos detalhadíssimos, suas histórias. Os gregos foram responsáveis pelo degrau seguinte do desenvolvimento da arte: a figura humana passou a ser o centro de todas as atenções, resultando no seu refinamento e na ênfase do elemento narrativo. Já os romanos deram origem aos desenhos satíricos, que obtiveram grande popularidade. Os vikings também construíram gravuras que enfeitavam tapetes e manuscritos. Cada vez mais a interpretação gráfica ia sendo desenvolvida e a arte de contar histórias por meio de imagens estava se tornando uma linguagem universal.