Anais do 2º Seminário Internacional de Ecologia Humana. Volume 1, Número 1. Salvador: EDUNEB, 2014. ISSN: 2316-7777 90 PERCEPÇÕES DOS AGRICULTORES FAMILIARES IRRIGANTES DO PROJETO SENADOR NILO COELHO (PINSC) EM PETROLINA-PE SOBRE AS TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS Mábio DUTRA 1 ; Fábio PORTO 2 ; Carla Fabiana A. V. SILVA 3 ; Jairton FRAGA 4 ; Juracy MARQUES 5 RESUMO: O presente artigo apresenta uma análise de cunho explanatória sobre as percepções dos agricultores familiares irrigantes do Distrito de Irrigação Senador Coelho (DINC) na cidade de Petrolina-PE em relação às transformações sociais e econômicas advindas do processo de produção agrícola nesse local. O Trabalho procura entender como o agricultor irrigante percebe sua categorização sócio – econômica a partir da forma como ele se articula culturalmente com os fatores de produção. Apresenta também a problemática da pesquisa, questões acerca da metodologia, uma breve revisão bibliográfica sobre agricultura familiar e o cruzamento dessas questões com as informações coletadas em depoimentos. Palavras-chave: agricultura familiar; políticas públicas de irrigação; dinâmicas territoriais de desenvolvimento. 1.Introdução. O estudo foi realizado no perímetro público irrigado do Projeto Senador Nilo Coelho (PISNC), nos núcleos 1, 5 e 6, na cidade de Petrolina-PE, a partir de entrevistas abertas com sujeitos que se encaixam no perfil selecionado, ou seja, o agricultor irrigante que pensa e gere a “unidade de produção familiar como unidade de vida” (Ferreira et al. apud Azevedo, 2012, p.26), mas que se modifica (Wanderley e Tedesco apud Losekan; Wizniesky, 2010, p.4) para: [...] adaptar-se ao contexto sócio – econômico moderno, mas as modificações não produzem uma ruptura total e definitiva com as formas anteriores, e é por ser portador de uma tradição camponesa que este se adapta às novas exigências da sociedade. (Wanderley; Tedesco apud Losekan; Wizniesky, 2010, p.4). Nesse contexto, a agricultura se consubstancia numa atividade que propõe a relação entre o Homem, a Natureza e a Sociedade, sendo que estes elementos se 1 Mestrando em Educação para Convivência com o Semiárido PPGESA – DCH III – UNEB. Bolsista FAPESB. mabiodutra@hotmail.com 2 Professor Especialista IF Sertão PE. Aluno especial Mestrado em Educação para Convivência com o Semiárido PPGESA – DCH III – UNEB 3 Licenciada em Geografia. UPE – Campus III – Petrolina/PE 4 Professor Titular da UNEB. Coordenador do Centro de Agroecologia, Energia Renovável e Desenvolvimento Sustentável – CAERDES 5 Professor Adjunto da UNEB e FACAPE. Presidente da Sociedade Brasileira de Ecologia Humana – SABEH