1 Diálogos sobre a paisagem: A participação como estratégia de leitura da paisagem periférica ST1 - ESTRATÉGIAS E PROJETOS PARA ESPAÇOS DE TRANSIÇÃO WEHMANN, Hulda Erna Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo, FAUUSP, professora da Universidade Anhembi Morumbi, wehmann.hulda@gmail.com COMOLATTI, Greta estudante de graduação em Arquitetura e Urbanismo, FAUUSP, greta.comolatti@usp.br OLIVEIRA, Maria Isabel M. T. Estudante de graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, bel.magalhaes.o@gmail.com SILVA, Elane Lopes Estudante de graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Anhembi Morumbi, elanelopes25@gmail.com DAMASCENO, Tauane Lima Estudante de graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Anhembi Morumbi, tauane.lima345@gmail.com AYUMI, Andreia Estudante de graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Anhembi Morumbi, andreiaayumi9@gmail.com RESUMO Como se constrói uma paisagem? O que significa paisagem em Brasilândia, distrito na periferia norte de São Paulo? É a partir destas perguntas que se apresenta os processos participativos como estratégia essencial para a leitura e proposição nos espaços de paisagem remanescentes nas regiões periféricas, discutindo os resultados alcançados através de oficinas de leitura do espaço urbano e proposição por alunos de escolas públicas da área, sedo conduzida como parte integrante de um projeto de extensão. Percebeu-se que a interlocução assim estabelecida permitiu a transferência de conhecimentos entre sociedade e paisagistas que efetivamente possibilitam a intervenção democrática na paisagem como criação coletiva. Como resultados, concluiu-se que metodologias de diálogo com os habitantes da paisagem que antecedem as primeiras intenções projetuais permitem um melhor entendimento das especificidades manifestas na área de estudos, fundamento necessário para uma proposição adequada e respeitosa no contexto estudado. PALAVRAS-CHAVE: Oficinas de participação, paisagem coletiva, Brasilândia 1 COMO SE APRENDE A DIALOGAR SOBRE A PAISAGEM? Como se constrói uma paisagem? Esta pergunta, aparentemente simplória, é de grande complexidade, mobilizando para sua resposta definições do que é paisagem, de quais seriam seus componentes e a quem caberia sua produção. Cada um destes conceitos demanda reflexão adequada e existem múltiplas posições divergentes na literatura acadêmica relacionada, ocasionando a conhecida polissemia do próprio termo paisagem. É justamente por sua multiplicidade de sentidos que o projeto de intervenção na paisagem requer o desenvolvimento de sólida base teórica para a proposição de intervenções na paisagem, em especial quando os interlocutores se expressam a partir de saberes diferenciados, tal como a academia e as comunidades periféricas. Por essa razão é que se propõe a discussão que fundamenta este artigo: o papel dos projetos de extensão na formação