CAPÍTULO IV: ANTIGUIDADE CLÁSSICA - ROMA Andrea Lúcia Dorini de Oliveira Carvalho Rossi Introdução O estudo sobre a História de Roma deve ser iniciado com discussões a respeito das fontes que já foram feitas anteriormente. No entanto, neste capítulo, será analisada a especificidade das fontes e algumas metodologias de abordagem documental para escrever a História da Sociedade Romana. Para tanto, far-se-á uma discussão rápida sobre as tendências historiográficas dos últimos dois séculos e a produção sobre a Antiguidade Clássica. Este diálogo com a historiografia está diretamente relacionado às concepções de fontes utilizadas para se escrever a História de Roma. A consciência da distância temporal e espacial existente entre a nossa sociedade e a Sociedade Romana, antiga ou moderna, é um dos elementos fundamentais para o estudo de Roma Antiga. Muitas são as constantes referências contemporâneas sobre as identidades da sociedade ocidental com a Sociedade Romana na Antiguidade. Dentre os principais elementos que geram esta relação de identidade estão as origens da religião cristã e da Igreja Católica, os fundamentos do Direito, as bases e as estratégias militares, as práticas políticas e a organização da República, a administração de cidades, os complexos de distribuição de água e de saneamento urbano, o conceito de imperialismo, e muitas outras referências. São fundamentais essas duas discussões, pois o questionamento constante e atual sobre a necessidade de se estudar História Antiga no Brasil. Qual História Antiga deve ser estudada? Nesta relação de identidade, nos Parâmetros Curriculares Nacionais elaborados pelo Ministério da Educação (MEC) se apresenta a necessidade de se estudar a antiguidade da América que é a nossa referência. Nesta relação espacial, o questionamento sobre a importância do estudo da Sociedade Romana se dá, principalmente, no que diz respeito às suas aproximações