1 USO DE MISTURA SOLO-ESCÓRIA DE FERRO SILÍCIO-MANGANÊS EM CAMADA DE SUB-BASE RODOVIÁRIA Filipe Batista Ribeiro 1 ; Marcelino Aurélio Vieira da Silva 2 ; Filipe Almeida Corrêa do Nascimento 3 ; Antônio Carlos Rodrigues Guimarães 4 1 Universidade Federal do Rio de Janeiro, COPPE, Programa de Engenharia de Transportes, Centro de Tecnologia, Bloco H, sala 111 Cidade Universitária, CEP 21.949-900, Rio de Janeiro, RJ , Brasil email: filiperibeiro@pet.coppe.ufrj.br, http://www.pet.coppe.ufrj.br/ 2 Universidade Federal do Rio de Janeiro, COPPE, Programa de Engenharia de Transportes, Centro de Tecnologia, Bloco H, sala 111 Cidade Universitária, CEP 21.949-900, Rio de Janeiro, RJ , Brasil email: aurelio@pet.coppe.ufrj.br, http://www.pet.coppe.ufrj.br/ 3 Universidade Federal do Rio de Janeiro, COPPE, Programa de Engenharia de Transportes, Centro de Tecnologia, Bloco H, sala 111 Cidade Universitária, CEP 21.949-900, Rio de Janeiro, RJ , Brasil email: filipeacn@pet.coppe.ufrj.br, http://www.pet.coppe.ufrj.br/ 4 Instituto Militar de Engenharia, Departamento de Engenharia de Construção e Fortificação, Praça General Tibúrcio, 80 – Urca CEP 22.290-270 Rio de Janeiro - RJ, Brasil email: guimaraes@ime.eb.br http://transportes.ime.eb.br/ Sumário Com o intuito de mitigar os impactos gerados pelos resíduos da indústria siderúrgica, este trabalho apresenta os resultados dos estudos sobre o uso da mistura de solo e escória de ferro silício-manganês em camada de sub-base de pavimento flexível rodoviário. Inicialmente, os materiais foram caracterizados e, posteriormente foram confeccionados corpos-de-prova do solo, e da mistura de solo-escória. Isto objetivando determinar o Módulo de Resiliência e, assim, dimensionar as espessuras das camadas de pavimento. Finalmente, concluiu-se que a mistura de solo e escória de ferro de silício-manganês apresenta propriedades geotécnicas compatíveis com as estabelecidas para uso em sub-base de pavimentos flexíveis. .Palavras-chave: escória de ferro silício-manganês; sub-base; pavimento; mistura solo-agregado. 1 INTRODUÇÃO Entre os quinze objetivos estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para promoção do desenvolvimento sustentável no mundo, tem-se o critério para assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis, alinhado com a construção de infraestruturas resilientes a fim de promover a industrialização inclusiva e sustentável através da inovação [1]. Com isso em vista, estudos têm sido realizados para promover a integração entre o crescimento dos grandes centros e seus dispositivos, como a infraestrutura de transporte, e o meio ambiente. É possível então citar o trabalho em [2], com suas análises de custo-benefício apresentadas para as opções de mitigação das ilhas de calor urbanas, incluindo telhados verdes e frios e pavimentos frescos. Com isto em vista, as indústrias siderúrgica e da construção têm direcionado significativos esforços para a mitigação dos impactos causados pela geração de resíduos, através de aplicações técnica, econômica e ambientalmente viáveis e adequadas [3]. No mundo, institutos como Euroslag [4, Nippon Slag Association [5], Australasian [6] e National Slag [7] visam prover soluções nas áreas de geotecnia, pavimentação e estruturas. Dentre as possíveis soluções para mitigar os problemas causados pelos resíduos gerados da indústria, pode-se evidenciar a aplicação destes em estruturas de pavimento rodoviário. Em [8], trata do emprego de cinzas volantes