EFEITOS DO EXERCÍCIO RESISTIDO E DA ATIVIDADE FÍSICA ESPONTÂNEA SOBRE A FORÇA MUSCULAR NO MODELO MURINO SINGÊNICO DE CAQUEXIA ASSOCIADA AO MELANOMA CUTÂNEO Autores: GABRIEL DONNER OLIVEIRA, MARIA ISABELA ALVES BERNARDO, DANIEL DE MORAES PIMENTEL, OSMANO TAVARES DE SOUZA, ANDRÉIA BRITO DE SOUZA, VINÍCIUS DIAS RODRIGUES, ALFREDO MAURÍCIO BATISTA DE PAULA Introdução Pacientes com câncer ou em tratamento podem apresentar fraqueza devido a perca de massa muscular ocasionada pelas desordens que a doença causa no metabolismo (NAIL; WINNINGHAM, 1995). Esta perca está associada à caquexia, uma síndrome que configura a redução da massa do musculo esquelético pela diminuição da ingestão de alimentos e inflamações sistêmicas. É estipulado que o diagnóstico clinico de um quadro caquético é referenciado na perca de 10% ou mais do peso do paciente (FEARON; HUSTEAD; VOSS, 2006). A reversão integral de um quadro caquético não é possível utilizando apenas o intermédio de uma reeducação alimentar, sendo necessário a incessante busca por métodos alternativos de tratamento, já que a caquexia é responsável por 20-40% das mortes associadas ao câncer (BLACKWELL et al., 2018). O melanoma é uma neoplasia maligna proveniente de células que produzem melanina, conhecidas como melanócitos (CUMMINS et al., 2006). Apesar de esse tipo de câncer representar apenas 3 % dos tumores da pele, sua mortalidade é muito considerável, chegando a ser responsável por 65% das mortes ( DZWIERZYNSKI, 2013). Em sua fase inicial, o melanoma não está associado a perda progressiva de peso, entretanto, na manifestação de tumores sólidos e/ou metástase, há aparecimento e evolução do quadro caquético (VOLTARELLI et al., 2017). Um fato preocupante, pois o melanoma possui um alto potencial metastático (BATUS et al., 2013). O objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos do exercício resistido e da atividade física espontânea na caquexia associada ao melanoma cutâneo. Material e métodos A. Aspectos Éticos O projeto para realização de pesquisa foi direcionado à comissão de ética em experimentação e bem-estar animal da Universidade Estadual de Montes Claros (CEEBEA/Unimontes). O projeto foi executado segundo as diretrizes éticas de experimentação direcionados pelos órgãos competentes. (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal; Colégio Brasileiro de Experimentação Animal; e Conselho Federal de Medicina Veterinária). B. Indução Tumoral com a linhagem Celular Murina B16F10 de Melanoma Cutâneo A indução do melanoma cutâneo murino ocorreu através da inoculação de 5x104 de células B16-F10, fornecida em cortesia pelo laboratório de Substâncias Antitumorais (ICB/UFMG). Para mensurar a concentração celular fez se o uso da câmara de Neubauer espalhada. Uma seringa foi utilizada para inocular a suspensão celular na região subcutânea dorsal dos animais C57BL/6. Através dessa inoculação utilizando uma quantidade viável de células, é possível desenvolver um ciclo mitótico em 24h com desenvolvimento tumoral entre três a quatro dias. C. Animais Utilizou-se um total de 42 animais divididos em quatro grupos: 1° grupo, total de doze animais sem indução de tumor e de tratamento; 2° grupo, total de dez animais, com indução tumoral e sem tratamento; 3° grupo, dez animais com indução tumoral e tratamento com atividade física espontânea após dez dias da indução; 4° grupo, dez animais com indução tumoral e tratamento com treino resistido após dez dias de inoculação. D. Avaliação da Força Muscular A medida da força muscular absoluta (FMA) foi feita através do equipamento Grip Srenght Meter Bonther. Ao serem suspendidos os animais utilizavam as patas dianteiras para agarrar a barra do equipamento de forma fixa, eram então puxados com delicadeza e sua força analisada em gramas. O teste seguiu com três repetições para avaliar o melhor desempenho. Aprovado pelo Comitê de Ética em Experimentação e Bem Estar Animal: Parecer nº131/2017