AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS E RECUPERAÇÃO PARALELA: IMPLICAÇÕS DAS CONCEPÇÕES DOCENTES Edilaine Vagula (UEL) edilainevagula@yahoo.com.br Mari Clair Moro Nascimento (UEL/UNESP Marília) mariclairmoro@hotmail.com Anelise Martinelli Borges de Oliveira (UNESP Marília) anelisemartinelli@hotmail.com RESUMO O referido estudo tem por objetivo identificar a concepção avaliativa de professores atuantes nos anos finais do Ensino Fundamental e as implicações na recuperação paralela. Para isso, a pesquisa esteve embasada na abordagem qualitativa, sendo a coleta dos dados realizada por meio da aplicação de um questionário semiestruturado. Participaram do estudo, dez professores atuantes nas turmas de 6º ao 9º ano, dos anos finais do ensino fundamental. O texto apresenta as caraterísticas da avaliação das aprendizagens nas concepções: classificatória e formativa; a recuperação paralela, conforme orientada nos documentos oficiais e ainda sob a visão de estudiosos do tema, para posteriormente serem demonstrados o que revelam os dados coletados, ou seja, de que maneira a concepção avaliativa tem interferido na recuperação paralela efetivada no contexto da sala. Sobre isso, as informações recolhidas declaram que os professores não priorizam a avaliação formativa, e não fazem uso de técnicas e instrumentos diversificados, adequados às dificuldades dos alunos, prevalecendo a nota e o uso da prova. Conclui-se sobre a necessidade da avaliação ser uma ação permanente, contínua e processual, que ofereça situações desafiadoras com foco na aprendizagem e não na nota, e a oportunidade de melhoria do aproveitamento escolar seja concedida a todos os alunos. Palavras chave: Avaliação classificatória; Avaliação formativa; Recuperação Paralela. Ensino Fundamental. INTRODUÇÃO O ato de avaliar a aprendizagem no contexto das salas de aula se apresenta em diferentes perspectivas, retratando as concepções construídas pelos professores ao longo da sua caminhada, pois conforme anunciam Catani (1997) e Tardif (2002), as concepções docentes são construídas a partir da história de vida dos sujeitos, de suas experiências pessoais e profissionais, do contato com o outro, do que se vivencia nos cursos de graduação e ainda, a partir da formação continuada. Ainda que diversos estudiosos do tema (FERNANDES, 2008; 2009; HADJI, 1994; 2001; PERRENOUD, 1999; VASCONCELLOS, 2006) apresentem a